<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374</id><updated>2012-01-19T00:09:02.378-02:00</updated><category term='outros'/><category term='filosofia'/><category term='postagem temática'/><category term='ciência'/><title type='text'>Aperitivos filosóficos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-4963220711483063494</id><published>2012-01-19T00:04:00.001-02:00</published><updated>2012-01-19T00:09:02.385-02:00</updated><title type='text'>O que pensa a respeito do espiritismo?</title><content type='html'>&lt;div class="formspringmeAnswer" style="text-align: justify;"&gt;É quase uma religião genérica, pois onde outras religiões (como o cristianismo) têm certa austeridade e rigor (coisas que fazem com que pareçam presas ao passado), o espiritismo tem uma narrativa de auto-ajuda que promete a melhora constante. Acho que boa parte do sucesso do espiritismo se deve ao fato dele valorizar a mudança e as passagens de tempo (mesmo que cíclicas) enquanto outras religiões entendem a mudança como sofrimento ou perigo potencial, como algo tipicamente terreno e distante do mundo imutável e perfeito do além. Assim, o espiritismo é genérico porque é mínimo em seu conjunto de dogmas, tradições e regras (se comparado ao cristianismo, por exemplo) enquanto parece garantir os mesmos resultados positivos. É uma pechincha religiosa (e talvez aí resida seu perigo).&lt;/div&gt;&lt;div class="formspringmeFooter"&gt;&lt;a href="http://www.formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-4963220711483063494?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/4963220711483063494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2012/01/o-que-pensa-respeito-do-espiritismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4963220711483063494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4963220711483063494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2012/01/o-que-pensa-respeito-do-espiritismo.html' title='O que pensa a respeito do espiritismo?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-1637826621418718821</id><published>2012-01-03T00:12:00.001-02:00</published><updated>2012-01-03T01:19:07.976-02:00</updated><title type='text'>Oi Gregory. Queria saber sua visão a respeito de realidade objetiva. Ela é a mesma coisa que Verdade Objetiva? Há uma Realidade Objetiva? Como percebê-la?</title><content type='html'>&lt;div class="formspringmeAnswer"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que existe uma realidade objetiva. Sobre ser a mesma coisa que uma "verdade objetiva", a palavra "objetiva" ocorre com o mesmo sentido nos dois casos (o sentido expresso por "independente da existência de mentes"), mas "verdade" e "realidade" têm significados diferentes. Enquanto "realidade" significa o conjunto das coisas que existem, "verdade" significa uma relação entre aquilo que se pode pensar ou dizer sobre o mundo e o próprio mundo, ou então significa o mesmo que "afirmação verdadeira" ou "pensamento verdadeiro"; portanto, "realidade objetiva" e "verdade objetiva" não são a mesma coisa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que só existe uma realidade objetiva e que ela é percebida através dos sentidos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="formspringmeFooter" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-1637826621418718821?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/1637826621418718821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2012/01/oi-gregory-queria-saber-sua-visao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/1637826621418718821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/1637826621418718821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2012/01/oi-gregory-queria-saber-sua-visao.html' title='Oi Gregory. Queria saber sua visão a respeito de realidade objetiva. Ela é a mesma coisa que Verdade Objetiva? Há uma Realidade Objetiva? Como percebê-la?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-6693423011936891625</id><published>2012-01-02T23:48:00.001-02:00</published><updated>2012-01-03T01:18:48.545-02:00</updated><title type='text'>Só a Ciência pode oferecer Conhecimento genuíno? Ou podemos obter Conhecimento genuíno por outros meios?</title><content type='html'>&lt;div class="formspringmeAnswer"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se por "ciência" você quer dizer "conhecimento obtido através da experiência", então podemos obter conhecimento genuíno por outros meios. Infelizmente é um erro que tem se tornado comum a ideia de que só podemos obter conhecimento através da experiência ou do tratamento científico de experiências. Em geral me parece que este erro resulta de alguns equívocos (como uma concepção ingênua da atividade científica), o mais evidente destes equívocos se percebe ao notarmos que a própria ideia de que só a ciência produz conhecimento não pode, ela mesma, ser científica (pois seria circular).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há conhecimento que é obtido pelo pensamento crítico e pela dedução, como o conhecimento lógico e matemático, por exemplo, sem precisar da experiência (ou ao menos sem precisar da mesma forma que as ciências naturais precisam). E há também o conhecimento filosófico, que mesmo não sendo tão firme e rigoroso quanto um resultado da lógica ou da matemática, ou tão tecnicamente produtivo quanto um resultado empírico, não deixa de ser conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="formspringmeFooter" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-6693423011936891625?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/6693423011936891625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2012/01/so-ciencia-pode-oferecer-conhecimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/6693423011936891625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/6693423011936891625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2012/01/so-ciencia-pode-oferecer-conhecimento.html' title='Só a Ciência pode oferecer Conhecimento genuíno? Ou podemos obter Conhecimento genuíno por outros meios?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-5704050460610676144</id><published>2011-12-29T23:48:00.001-02:00</published><updated>2011-12-30T00:02:27.747-02:00</updated><title type='text'>Que tipo de filósofo és? (Pergunto se és estoico, epicurista, platonista, etc.)</title><content type='html'>&lt;div class="formspringmeAnswer"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se me encaixo em algum tipo (sequer sei exatamente o que "tipo" significa neste caso). Atualmente é muito difícil que algum filósofo (ao menos aqueles que leio) se encaixe em apenas um tipo (pois se pode assumir posições diferentes sobre questões diferentes), quando tal coisa ocorre dificilmente é um tipo muito informativo, sendo algo como "filósofo analítico".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez eu pudesse me declarar um naturalista, mas tenho cada vez gostado menos deste termo (entre as várias coisas que ele pode significar há várias que rejeito, e normalmente as mais populares são estas que rejeito), então prefiro não me qualificar para tipo nenhum.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="formspringmeFooter"&gt;&lt;a href="http://www.formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-5704050460610676144?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/5704050460610676144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/12/que-tipo-de-filosofo-es-pergunto-se-es.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/5704050460610676144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/5704050460610676144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/12/que-tipo-de-filosofo-es-pergunto-se-es.html' title='Que tipo de filósofo és? (Pergunto se és estoico, epicurista, platonista, etc.)'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-1603697053203448607</id><published>2011-12-09T01:25:00.001-02:00</published><updated>2011-12-19T23:29:03.468-02:00</updated><title type='text'>Empirismo ou racionalismo?</title><content type='html'>&lt;div class="formspringmeAnswer" style="text-align: justify;"&gt;Sempre tive mais simpatia por Hume do que por Descartes e não sei se é uma dicotomia que ainda faz sentido, mas me aproximaria dos racionalistas (ainda que boa parte dos meus heróis filosóficos sejam empiristas, como a preferência por Hume indica). Não acho que os filósofos têm algum acesso privilegiado com a realidade sentados em suas poltronas, mas acho que é preciso pensar sobre as coisas, sobretudo aquelas que não podem ser resolvidas empiricamente e para as quais a fé não é uma opção, e para estas questões, que muitas vezes são importantíssimas, o bom filósofo é o pensador ideal. O flerte com o racionalismo aparece aí como uma resistência que tenho em tentar tornar as questões empíricas logo que possível, mas pode ser que seja só uma ingenuidade minha.&lt;/div&gt;&lt;div class="formspringmeFooter"&gt;&lt;a href="http://www.formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-1603697053203448607?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/1603697053203448607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/12/empirismo-ou-racionalismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/1603697053203448607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/1603697053203448607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/12/empirismo-ou-racionalismo.html' title='Empirismo ou racionalismo?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-3180129524255183717</id><published>2011-12-09T01:15:00.001-02:00</published><updated>2011-12-19T23:32:10.832-02:00</updated><title type='text'>Oi! Na tua opinião, qual é a importância do conhecimento em um mundo que não faz muito sentido?</title><content type='html'>&lt;div class="formspringmeAnswer"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você se importa com a existência (ou não) de algum sentido, então você se importa com o conhecimento, pois não chegará ao tal sentido ou ao vazio sem passar pelo conhecimento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja da seguinte forma: para se pensar sobre a questão "Há um sentido para a vida?" é preciso pensar e se importar com o pensar, quem se importa só com o agir não se preocupa com uma questão destas (claro que as pessoas não se dividem rigorosamente desta forma). Quem se importa com o pensar se importa com como se pensa, e é no como se pensa que podemos encontrar o conhecimento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, o cuidado que se deve ter neste caso é o seguinte: talvez se conclua que não há um sentido, mas é grande o risco de estarmos apenas desistindo de pensar ou de saber. Talvez o mundo não tenha sentido algum, mas como podemos ter certeza de que este é o caso ao invés de ser o caso que estamos enganados? Se julgamos que não podemos ter certeza, então o conhecimento só se tornará mais importante, pois a busca continuará. Por outro lado, se julgamos que podemos ter certeza, então será porque julgamos que sabemos, e este será o conhecimento mais importante. Em qualquer caso o conhecimento é importante, o que permite que se conclua que o conhecimento é o próprio sentido ou um dos sentidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoalmente, creio que o conhecimento é um dos sentidos, um dos que considero mais importantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu fosse um sábio em uma montanha e me perguntassem "Qual é o sentido da vida?" eu diria: sabia a resposta desta pergunta, mas esqueci.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="formspringmeFooter"&gt;&lt;a href="http://www.formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-3180129524255183717?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/3180129524255183717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/12/oi-na-tua-opiniao-qual-e-importancia-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/3180129524255183717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/3180129524255183717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/12/oi-na-tua-opiniao-qual-e-importancia-do.html' title='Oi! Na tua opinião, qual é a importância do conhecimento em um mundo que não faz muito sentido?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-4975626636160269409</id><published>2011-12-09T00:56:00.001-02:00</published><updated>2011-12-19T23:37:31.197-02:00</updated><title type='text'>O que pensa sobre o pós-modernismo?</title><content type='html'>&lt;div class="formspringmeAnswer"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz tempo que quero responder esta pergunta, queria dar uma resposta profunda (inspirada em um texto do Russell chamado Mysticism and Logic), mas darei uma resposta mais rasa e menos pretensiosa mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro: Pós-modernismo é um termo vago, então vou ir listando o que assumo que este "pós-modernismo" quer dizer até chegar onde eu quero. Pós-modernismo na filosofia diz respeito ao conjunto de teses defendidas por alguns filósofos (na maioria franceses) entre as décadas de sessenta e oitenta (período que foi o auge desta "corrente"). Para identificar melhor estes filósofos é ideal qualificá-los como pós-estruturalistas ao invés de pós-modernos, pós-estruturalismo é vago também, mas um pouco menos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora darei nome aos bois: Foucault, Deleuze e Derrida são os grandes nomes deste pós-estruturalismo (Barthes, Lyotard, Baudrillard, Guattari e outros certamente poderiam ser citados, mas falarei apenas daqueles que conheço melhor). De todo este pessoal o único que realmente respeito e que colocaria numa lista dos dez pensadores mais importantes dos últimos cinquenta anos seria Foucault (na verdade eu também gosto de Barthes, tanto que tenho certa resistência em considerá-lo pós-estruturalista). Enfim, por que Foucault? E qual o problema com os outros?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia central do pós-estruturalismo é uma espécie de funcionalismo histérico. Digo "funcionalismo" com o sentido comum do termo na tradição filosófica analítica, onde ser funcionalista sobre estados mentais, por exemplo (como a dor), significa defender que um estado mental é identificado por suas relações de &lt;i&gt;input&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;output&lt;/i&gt; (neste caso a dor seria aquilo que, por exemplo, é causado por danos nos tecidos e que causa gemidos). Estou sendo grosseiro sobre o funcionalismo acerca de estados mentais, mas não será necessário ser mais rigoroso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pós-estruturalismo é histérico porque é uma aplicação generalizada deste funcionalismo: sobre a linguagem, sobre o pensamento, sobre a realidade, sobre o conhecimento, sobre a política, sobre a arte, sobre gêneros, sobre muitas coisas. A diferença do pós-estruturalismo para o estruturalismo é que no estruturalismo havia a ideia de que o objeto de estudo (que supostamente manifestaria uma estrutura de alguma maneira) seguiria uma única estrutura, uma estrutura fundamental da realidade (Saussure, Lacan, Kristeva e outros seguem por este caminho, Kristeva aliás é uma piada, ao ponto da desonestidade intelectual) que organizaria tudo. Então, para pegar o exemplo da dor, no caso do estruturalismo seria dizer que a dor tem uma definição funcional determinada por esta estrutura fundamental: dor é dano nos tecidos que causa gemidos, não interessando, é claro, de que são feitos os tecidos ou como são os gemidos. No pós-estruturalismo não há uma estrutura fundamental: haveriam várias coexistindo misturadas. Dor seria tanto dano nos tecidos que causa gemidos como poderia ser perda de dinheiro acompanhada por surto psicótico. Não haveria uma dor que seria A Dor, tudo é relativo à estrutura e não existe uma estrutura fundamental.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que, essencialmente, pós-estruturalismo seja isto. Enfim, por que respeitar Foucault? Porque Foucault aplicou esta tese com algum rigor e obteve resultados interessantes: por que não pensar a separação entre loucura e sanidade como algo determinado pelas discussões envolvendo a concepção filosófica de racionalidade, ao mesmo tempo em que esta separação pode ser também pensada em termos psiquiátricos? Assim ainda se torna possível mostrar como se relacionam as "estruturas" filosóficas com as "estruturas" psiquiátricas e como tais coisas se relacionam com outras estruturas da sociedade, com outros discursos (de outras instituições, como instituições políticas, judiciárias, educacionais e outras). Por mais que não concordemos com Foucault e que ele tenha cometido erros, acho que temos de reconhecer a importância da proposta dele e não podemos desprezá-lo se estamos interessados em saber por que ao longo da história as pessoas têm seguido certas ideias e têm conservado certos preconceitos (o que pode ser indagado é se essas questões interessam ao filósofo, se são filosóficas, e neste caso concordo que elas sejam de interesse mais antropológico ou sociológico do que filosófico).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já me estendi demais. Defendi Foucault, sobre o resto não me sinto culpado por generalizar: pós-estruturalismo é má filosofia. É filosofia prolixa, sem argumentação ou com argumentação ruim, é filosofia com motivação política que não consegue funcionar nem como política e nem como filosofia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="formspringmeFooter" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-4975626636160269409?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/4975626636160269409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/12/o-que-pensa-sobre-o-pos-modernismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4975626636160269409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4975626636160269409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/12/o-que-pensa-sobre-o-pos-modernismo.html' title='O que pensa sobre o pós-modernismo?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-2523363573449642552</id><published>2011-03-31T11:32:00.005-03:00</published><updated>2011-03-31T11:42:02.086-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outros'/><title type='text'>Se é um fato óbvio que, não importa em que você vote, o candidato eleito será o mesmo, faz sentido uma pessoa específica se preocupar com o próprio voto? (resolvi perguntar isso a todo o circuito intelectual do formspring, hehe)</title><content type='html'>&lt;p class="formspringmeAnswer"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O erro consiste em pensar que a preocupação (ou reflexão) depositada em um voto deve depender da possibilidade do candidato votado ser eleito. O que deve fazer nos preocuparmos com nosso voto, antes da probabilidade do candidato ser eleito, é a postura e as propostas com as quais selamos um acordo através do voto. Uma analogia que pode deixar isso claro é a substituição de uma eleição por um plebiscito, onde se vota (favoravelmente ou não), digamos, pelo estabelecimento de uma lei. Em termos "quantitativos" a situação não difere muito: é totalmente possível um cenário onde o voto individual não será capaz de mudar o destino do plebiscito, isto é, onde quer que o indivíduo vote "sim" o resultado será "não" (ou vice versa). Na relação disso com o caso da eleição é que fica nítido o quão enganosa é a ideia de que a semelhança quantitativa não justificaria uma semelhança qualitativa, pois dificilmente alguém deixaria de se preocupar se vota "sim" ou "não" para, por exemplo, "O aborto deve ser legalizado?" apenas porque estima que há uma probabilidade muito maior de que certo resultado seja obtido. Eu não deixaria de votar "sim" para este exemplo, por mais provável que fosse a vitória do "não". Democracia (entendendo eleições como dispositivos democráticos) é primeiramente sobre pensar e exercer direitos, não apenas sobre eleger e ocupar cargos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Orientar o próprio voto com base na aceitação de probabilidades não caracteriza o pleno exercício de um direito tão arduamente conquistado. A "diferença" que um voto deve fazer não é eleger um candidato, mas sim dar voz para uma ideia. É por isso que faz sentido que toda pessoa se preocupe com o próprio voto, se por alguma razão a preocupação deixa de fazer sentido, então o mesmo ocorre com a ideia de voto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se é um fato óbvio que uma pessoa pode deixar de se preocupar com seu voto porque ele não fará diferença, então é um fato óbvio que, como o voto de mil pessoas não fará diferença, mil pessoas podem deixar de se preocupar com seus votos? Não é óbvio e tampouco é um fato, é uma ideia equivocada que tenta ver sentido para o pensamento democrático em contexto matemático, o que não é muito diferente de tentar entender Shakespeare lendo uma bula de remédio. Estou supondo que no fundo seja só essa ingenuidade matemática, porque também não deixa de ser verdade que estímulos para se iludir de que "o voto não faz diferença" não faltam e são tão nobres quanto surpreendentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, se a questão era para ser somente um enigma matemático (sem qualquer relação com a questão da democracia), minha resposta seria outra.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="formspringmeFooter" style="text-align: justify;"&gt;    &lt;a href="http://www.formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-2523363573449642552?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/2523363573449642552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/03/se-e-um-fato-obvio-que-nao-importa-em.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2523363573449642552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2523363573449642552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/03/se-e-um-fato-obvio-que-nao-importa-em.html' title='Se é um fato óbvio que, não importa em que você vote, o candidato eleito será o mesmo, faz sentido uma pessoa específica se preocupar com o próprio voto? (resolvi perguntar isso a todo o circuito intelectual do formspring, hehe)'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-8457834197205396535</id><published>2011-03-30T23:20:00.003-03:00</published><updated>2011-03-30T23:56:47.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outros'/><title type='text'>Se você pudesse se definir politicamente, pelo menos temporariamente, qual seria seu posicionamento político filosófico? Suas idéias no momento...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;b&gt;(continuação da pergunta) estão alinhadas à alguma filosofia política em especial?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;Estou flutuando em algum lugar na esquerda. Meus conhecimentos de política são parcos ao ponto de serem constrangedores. Quer dizer, considero algo constrangedor¹ para um cidadão que ele saiba melhor dizer a posição metafísica que sustenta do que sua posição política, mas me encontro nessa situação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;Não sei se me alinho com alguma filosofia política em especial, o que considero fundamental no meu pensamento político é a defesa da democracia, do estado democrático. O que eu abomino é o neoliberalismo. Estas duas ideias resumem a base da minha postura política. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;__________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;¹ Talvez "constrangedor" seja uma palavra muito forte, o ideal seria "incômodo".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-8457834197205396535?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/8457834197205396535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/03/se-voce-pudesse-se-definir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/8457834197205396535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/8457834197205396535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/03/se-voce-pudesse-se-definir.html' title='Se você pudesse se definir politicamente, pelo menos temporariamente, qual seria seu posicionamento político filosófico? Suas idéias no momento...'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-9164090895392797055</id><published>2011-03-30T23:07:00.001-03:00</published><updated>2011-03-30T23:09:14.901-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>O que você pensa sobre o uso de animais em testes de laboratório?</title><content type='html'>&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Não vejo problemas contanto que os testes tenham fins científicos (e não fins mercadológicos, por exemplo) e não coloquem o animal em sofrimento (ou, se isto for inevitável, que sejam tomadas todas as medidas para se minimizar esse sofrimento).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Enfim, minha posição não é original, sequer é algo em que investi muita reflexão. Alguns problemas aparecem rápido: e quando há uma finalidade mercadológica por trás da finalidade científica? Qualquer finalidade científica legitima os testes? Por que a ciência legitima algo potencialmente cruel?&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Não saberia responder adequadamente estas indagações. O único pensamento que mantenho nesse problema todo é o de que uma vida humana tem mais valor do que a vida de outro animal. É algo que pode ser embaraçoso de se defender (acho que a vida de alguns indivíduos em especial vale menos do que a de muitos animais), mas penso que é algo eticamente importante e consigo oferecer uma justificação:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Uma vida humana pode salvar e preservar uma vida animal. Uma vida animal não pode salvar e preservar uma vida humana. Devemos dar mais valor para uma vida que pode assegurar a preservação e sobrevivência de outras vidas. Portanto, devemos dar mais valor para a vida humana.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;Sobre a primeira premissa: sim, nem todos os seres humanos salvam e preservam animais, mas em princípio eles podem fazê-lo. Sobre a segunda premissa: sim, algumas vezes animais salvam pessoas (tanto intencionalmente, como esses cães que ficam famosos ao salvarem os donos, quanto acidentalmente, como pela doação de algum órgão), mas em princípio não é algo que eles podem fazer. Sobre a terceira premissa: é um princípio ético que soa intuitivo, mas exige aprofundamentos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;A formulação do argumento não foi muito rigorosa, porém, creio que ele seja válido. Enfim, se alguém oferecer uma boa razão eu mudo de ideia, até lá continuo concordando com a conclusão do argumento e, consequentemente, aceitando que animais sejam testados em laboratórios.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" align="JUSTIFY" style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-9164090895392797055?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/9164090895392797055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/03/o-que-voce-pensa-sobre-o-uso-de-animais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/9164090895392797055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/9164090895392797055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/03/o-que-voce-pensa-sobre-o-uso-de-animais.html' title='O que você pensa sobre o uso de animais em testes de laboratório?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-9114325160729800635</id><published>2011-03-10T01:54:00.003-03:00</published><updated>2011-04-07T00:19:48.915-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outros'/><title type='text'>Sobre este blog</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Andaram ocorrendo algumas mudanças e, embora eu não saiba se tenho leitores que se importam com elas, acho que algumas explicações são pertinentes. Estava cansado do antigo layout e do título "Entre o silêncio e a finitude". Na verdade o título é que se tornou realmente incômodo, começou a parecer muito pedante e inadequado, um exagero. Com a saída do título o layout foi junto, mas o layout sempre me agradou e serei eternamente grato por ele (que foi desenvolvido pela Mauê: &lt;a href="http://hailsweet.blogspot.com/"&gt;http://hailsweet.blogspot.com/&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os novos título e layout são provisórios, nas próximas semanas haverão mudanças até que seja encontrada uma versão definitiva. Estas questões resumem as modificações que ocorrerão no blog, o conteúdo continuará o mesmo. Aliás, o &lt;a href="http://www.formspring.me/GregGaboardi"&gt;formspring&lt;/a&gt; se mostrou uma excelente maneira de atualizar este blog, então peço para que continuem me fazendo perguntas. Se não for pedir demais: discutam as minhas respostas, me esforço para torná-las categóricas e, portanto, provocantes. Um pouco de polêmica não faz mal para ninguém, pois não quero que o esquema "pergunta e resposta" faça o blog parecer algo como um "pergunte ao oráculo". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou também organizando algumas coisas internas do blog, como tags. O futuro da tag "postagem temática" é incerto (uma vez que não participei mais do Blogs Sintonizados), talvez ela seja eliminada nas próximas mudanças que serão feitas. Enfim, acho que isso é tudo. Estou aceitando sugestões de título e layout.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-9114325160729800635?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/9114325160729800635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/03/sobre-este-blog.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/9114325160729800635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/9114325160729800635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/03/sobre-este-blog.html' title='Sobre este blog'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-3014673765205491501</id><published>2011-02-28T12:27:00.005-03:00</published><updated>2011-03-08T18:40:33.679-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Greg, que você é ateu muitas pessoas já sabem. Mas o que eu quero saber é o seguinte: por que não és agnóstico?</title><content type='html'>&lt;p class="formspringmeAnswer"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Entendo por "agnosticismo" a postura decorrente de concordarmos com o seguinte enunciado:&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;(AG) "Deve-se crer apenas no que se pode conhecer. Sobre aquilo que não se pode conhecer deve-se suspender juízo."&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;i&gt;Prima facie&lt;/i&gt; é um enunciado muito razoável, do tipo que qualquer indivíduo racional aceitaria, ainda que apenas a sua aceitação não baste para qualificar alguém como agnóstico (discutirei isso adiante). Contudo, a razoabilidade dele depende drasticamente dos nossos critérios para atribuição de conhecimento, isto é, das condições que pensamos que devem ser satisfeitas para que alguém saiba alguma coisa. Onde quer que nossas condições sejam muito rígidas (com algo como um rigor cartesiano) ou muito flexíveis, teremos problemas. Se adotarmos um critério cartesiano para atribuição de conhecimento, então não poderemos confiar no que nossos sentidos nos informam de modo que não teremos como saber, por exemplo, se realmente temos cabeças. Mesmo que possa desempenhar alguma função argumentativa (especialmente em argumentos céticos), qualquer ideia que implique que um indivíduo tenha de suspender juízo sobre o fato de ter uma cabeça deve, no mínimo, levantar suspeitas. Com um critério muito rígido de atribuição de conhecimento nós teríamos de ser agnósticos sobre muitas coisas, principalmente sobre coisas em que seria absurdo sê-lo. Por outro lado, com um critério muito frouxo, corremos o risco de julgar que sabemos muito mais do que de fato sabemos. Nenhum destes dois casos é desejável e, mesmo que não signifiquem que devemos rejeitar AG, revelam os cuidados que devemos tomar.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Como foi dito, não basta que alguém aceite AG para ser um agnóstico, mesmo porque "agnóstico" nunca é uma qualificação absoluta, é uma qualificação sempre relativa, isto é, sempre somos agnósticos &lt;i&gt;sobre&lt;/i&gt; alguma coisa, nunca somos agnósticos &lt;i&gt;per se&lt;/i&gt;. Ocorre que acerca de alguma questão um indivíduo pode sustentar que não há razões permitindo que se aceite qualquer resposta e, uma vez que o indivíduo aceita AG, ele será agnóstico sobre a questão em causa. Por exemplo, um indivíduo pode ser agnóstico sobre a existência de vida fora de nosso planeta ou sobre a existência do bóson de Higgs. Para que o agnosticismo se justifique é necessário que se aceite AG e em seguida que se verifique que não há como saber que certa proposição é verdadeira ou falsa, assim o juízo será suspenso e o agnosticismo poderá ser adequadamente assumido. As duas proposições que foram dadas como exemplos (existência de vida fora da Terra e existência do bóson de Higgs) são casos de proposições sobre as quais o agnosticismo é aceitável, mas existem muitas outras questões que ficam na mesma situação. No entanto, penso que a inexistência de Deus não seja uma delas. Daqui em diante me referirei por "agnosticismo" e "agnóstico" somente ao ato (e quem incorre no ato) de suspender juízo sobre a existência ou inexistência de Deus com base na ideia de que não se pode saber se Deus existe ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A razão pela qual não sou agnóstico é simples: penso que &lt;i&gt;podemos saber&lt;/i&gt; que Deus não existe. Podemos sabê-lo através de argumentos (como aquele baseado na tese fisicista que discuti recentemente: &lt;a href="http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/01/existe-algum-argumento-que-possa.html"&gt;http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/01/existe-algum-argumento-que-possa.html&lt;/a&gt;). Temos, portanto, boas razões para crer que Deus não existe, razões suficientes para que saibamos tal coisa. Fosse o agnosticismo a postura mais racional, então deveria ser demonstrado que não podemos saber se Deus existe ou não, mas suspeito que isso não pode ser feito. Não insistirei neste ponto, cabe aos agnósticos apresentar os argumentos. Apenas gostaria de enfatizar algumas sutilezas do problema, detalhes que frequentemente observo no pensamento agnóstico e que não devem passar despercebidos. O primeiro detalhe é que os agnósticos podem ser divididos em dois tipos, um que poderia ser chamado de "agnosticismo forte" e outro que seria o "agnosticismo fraco". O defensor do agnosticismo forte é aquele que sustenta que nunca poderemos saber se Deus existe ou não, o defensor do agnosticismo fraco sustenta que atualmente não temos como saber se Deus existe ou não. Essa divisão obriga cada tipo de agnóstico a conduzir seus argumentos em termos diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O segundo detalhe diz respeito ao fato de que alguns agnósticos podem ser indevidamente seletivos no rigor da aplicação de seus agnosticismos. Por exemplo, um indivíduo pode ser extremamente exigente na condição para que se possa saber se Deus existe ou não, de modo que o agnosticismo se torne a postura racional; porém, sobre outros assuntos ele pode ser menos exigente, o que seria uma incoerência em potencial. Os mesmos critérios de atribuição de conhecimento que nos impedem de saber se Deus existe ou não devem ser aplicados para que possamos saber se outras coisas (como nossas cabeças, mesas e o resto do mundo) existem ou não, a não ser que alguma boa razão seja oferecida e legitime que o conhecimento acerca da existência de Deus seja uma exceção. Por fim, os agnósticos não podem se enganar pensando que o agnosticismo é uma posição de alguma maneira privilegiada ou fundamental, da mesma forma que ateus e teístas os agnósticos devem apresentar argumentos: raciocínios que estabeleçam que não temos como saber se Deus existe ou não, pois de modo algum parece ser o caso que o agnosticismo seja uma obviedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Resumidamente, não sou agnóstico porque creio que podemos saber que Deus não existe. Não rejeito AG, mas rejeito algumas condições de atribuição de conhecimento e é principalmente disso que segue minha rejeição do agnosticismo.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="formspringmeFooter"&gt;&lt;a href="http://www.formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-3014673765205491501?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/3014673765205491501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/02/greg-que-voce-e-ateu-muitas-pessoas-ja.html#comment-form' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/3014673765205491501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/3014673765205491501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/02/greg-que-voce-e-ateu-muitas-pessoas-ja.html' title='Greg, que você é ateu muitas pessoas já sabem. Mas o que eu quero saber é o seguinte: por que não és agnóstico?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-2120743918352081383</id><published>2011-01-28T23:57:00.005-02:00</published><updated>2011-02-28T18:28:12.803-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outros'/><title type='text'>De onde surgiu tanto interesse por filosofia?</title><content type='html'>&lt;p class="formspringmeAnswer" align="justify"&gt;Meu interesse por filosofia surgiu ainda no ensino fundamental, na disciplina de, é claro, filosofia. Não lembro exatamente o conteúdo das aulas (lembro que eram sobre alguns pré-socráticos e outros filósofos clássicos), o que me interessou em especial foi o fato de que pela primeira vez eu vi espaço para a curiosidade no conhecimento. Nas demais disciplinas tudo chegava pronto e mastigado, eu não tinha ideia das razões que fizeram Pitágoras elaborar seu teorema, por exemplo.&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Na filosofia não. Pelo menos durante essas aulas eu tinha a impressão de que realmente entendia o que fazia um pensador dizer certas coisas, percebia que o conhecimento era mutável e aberto ao debate ao invés de ser um conjunto de fórmulas cristalizadas e apáticas. É claro que eu poderia ter encontrado isso nas outras disciplinas (nenhuma ciência é um conhecimento cristalizado e apático), mas por alguma razão (talvez mérito do professor) foi na filosofia que isso me marcou. Contudo, meu interesse acabou se deslocando para outras coisas (o que mais gostava nesse período era de desenhar). Um agravante foi que eu tive a disciplina de filosofia apenas por um ano ou dois, se tivesse sido por mais tempo ou sido no ensino médio talvez algumas coisas fossem diferentes hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O ponto é que por um bom tempo eu me afastei da filosofia e formei a ideia equivocada de que ela era um artefato histórico, uma diversão para o pensamento sem qualquer impacto na vida real, uma excentricidade de velhos barbudos. Não sei bem porque essa ideia foi se formando, acho que só por estupidez e ignorância mesmo. Eu ainda mantinha curiosidade pela filosofia, mas não conseguia encará-la seriamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Até que no final do ensino médio e no período que antecedeu o ingresso na universidade o meu interesse se renovou. Diferentes assuntos acabavam sempre me levando para a filosofia e eu percebi que isso não era uma coincidência, mas sim o fato de que a filosofia por si só me interessava, era sobre seus problemas que eu queria pensar. Comecei a estudar filosofia com afinco, mas já era tarde para que isso mudasse as minhas decisões acadêmicas. De modo geral o meu grande interesse pela filosofia surgiu em função dela mesma, dela ser o que é: esse embate constante contra os limites do pensamento, essa busca por uma compreensão ampla e profunda das coisas.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="formspringmeFooter"&gt;&lt;a href="http://www.formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-2120743918352081383?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/2120743918352081383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/01/de-onde-surgiu-tanto-interesse-por.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2120743918352081383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2120743918352081383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/01/de-onde-surgiu-tanto-interesse-por.html' title='De onde surgiu tanto interesse por filosofia?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-7490959166511567462</id><published>2011-01-08T13:20:00.015-02:00</published><updated>2011-02-28T12:38:57.717-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Existe algum argumento que possa conduzir uma pessoa à conclusão de que Deus não existe?</title><content type='html'>&lt;p class="formspringmeAnswer"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, vários argumentos que tentam estabelecer a inexistência de Deus já foram elaborados (o mais conhecido é o Problema do Mal), neste site podem ser encontrados alguns&lt;b&gt;: &lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; -webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; "&gt;&lt;a href="http://tinyurl.com/2fbofx"&gt;http://tinyurl.com/2fbofx&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer maneira, apresentarei um (que é o que eu particularmente sustento): &lt;b&gt;se tudo que existe é físico e Deus não é físico, então Deus não existe, tudo que existe é físico e Deus não é físico; logo, Deus não existe.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devemos examiná-lo com algum cuidado. Para torná-lo mais simples uma premissa adotada foi "tudo que existe é físico", contudo, uma formulação ideal seria "tudo que existe é físico ou depende do que é físico para existir" de modo que a outra premissa deveria ser expandida para "Deus não é físico e não depende do que é físico para existir". Esta reformulação serviria para que o argumento não dependesse de uma versão muito restritiva do fisicismo, o que pode ser interessante no caso de ter que defendê-lo. Entretanto, lidarei apenas com a versão simples.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A forma lógica do argumento é a de um &lt;i&gt;modus ponens&lt;/i&gt;, portanto se trata de um argumento válido. Caso alguém defenda que a conclusão é falsa, então terá de defender que alguma das premissas é falsa ou que ambas são falsas. Vejamos como podem se articular as objeções contra o argumento:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um teísta certamente defenderia que a conclusão é falsa (estou supondo que "Deus" representa a divindade dos cristãos), para tanto ele teria de recusar a premissa "tudo que existe é físico" (apenas um deísta poderia recusar a premissa "Deus não é físico") de modo que ele acabaria por atacar o fisicismo (a teoria metafísica segundo a qual tudo que existe é físico). Observe que o fisicismo não comete uma petição de princípio contra a existência de Deus uma vez que a inexistência de Deus não é uma premissa do próprio fisicismo, isto é, não incorpora qualquer argumento que tenta estabelecer o fisicismo como conclusão. A inexistência de Deus (e de outras divindades ou entidades abstratas em geral) é uma consequência lógica do fisicismo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como um agnóstico responderia ao argumento? O agnóstico não poderia alegar que a conclusão é falsa, o que ele faria é alegar que não podemos conhecê-la e ao fazê-lo sustentaria que não podemos conhecer uma ou ambas as premissas. A discussão contra o teísta se daria no campo da metafísica (com a disputa pelo fisicismo), a discussão com o agnóstico se daria, obviamente, no campo da epistemologia (estando em disputa a possibilidade de sabermos se tudo que existe é físico ou se Deus é físico).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este argumento que apresentei não é bom (no sentido de que ser bom significa ter uma conclusão menos plausível que as premissas), toda força dele depende da tese fisicista e, caso não existam bons argumentos amparando o fisicismo, tanto pior para este argumento. Contudo, penso que existem bons argumentos em defesa do fisicismo e que este argumento seja, no fim das contas, eficiente.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="formspringmeFooter" style="text-align: justify;"&gt;    &lt;a href="http://formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-7490959166511567462?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/7490959166511567462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/01/existe-algum-argumento-que-possa.html#comment-form' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/7490959166511567462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/7490959166511567462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/01/existe-algum-argumento-que-possa.html' title='Existe algum argumento que possa conduzir uma pessoa à conclusão de que Deus não existe?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-2153032532227878518</id><published>2011-01-08T02:06:00.007-02:00</published><updated>2011-02-28T18:27:32.616-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Concluir que não devemos ter juízos a priori das coisas não é um juízo a priori?</title><content type='html'>&lt;p class="formspringmeAnswer" align="justify"&gt;&lt;i&gt;"A priori"&lt;/i&gt; é uma expressão que significa o modo como podemos conhecer certo juízo, como podemos saber que ele é verdadeiro. Contudo, existem duas maneiras através das quais isso pode ser compreendido. Dizer de um juízo que ele é &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; pode significar que tal juízo é conhecido independentemente da experiência e que de modo algum pode ser afetado por ela (não poderíamos conhecê-lo ou revisá-lo pela experiência). Entretanto, afirmar que um juízo é &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; também pode significar que podemos conhecê-lo sem precisar da experiência, mas que poderíamos conhecê-lo por ela ou que novas experiências poderiam nos fazer revisá-lo. Esta é uma ambiguidade importante, ainda assim tentarei dar uma resposta sem ter que me aprofundar nela.&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Imagino que posso parafrasear "não devemos ter juízos &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; das coisas" como "não há conhecimento &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;". A questão reformulada seria: concluir que não há conhecimento &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; não é algo que é feito &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;? Para compreender melhor este ponto é importante que pensemos um pouco sobre argumentos e suas propriedades.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Argumentos são compostos por premissas e por uma conclusão que deve seguir das premissas. A conclusão que nos interessa neste momento é "não há conhecimento &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;". Uma propriedade importante dos argumentos é a validade (um argumento é válido quando não é possível que suas premissas sejam verdadeiras e sua conclusão seja falsa) e outra, dependente desta, é a solidez (um argumento é sólido quando é válido e suas premissas são verdadeiras). No caso de um argumento sólido, se conhecemos as premissas conheceremos a conclusão &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; (para quaisquer premissas e conclusões). Observe que isto não implica que as premissas devam ser conhecidas &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; (pode ser que este não seja o caso), no entanto, se elas forem verdadeiras e participarem de um argumento válido, então não importando como elas são conhecidas a conclusão que segue delas será conhecida &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;, ou seja, sem que precisemos consultar a experiência.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A proposição "não há conhecimento &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;" pode ser utilizada tranquilamente como premissa, mas o que dizer de quando se pretende estabelecê-la como uma conclusão? Se esperamos que ela seja a conclusão de um argumento sólido, então teremos que negar que podemos conhecê-la sem a experiência: precisaríamos de algum dado empírico que confirmasse "não há conhecimento &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;". O argumento seria, em última instância, indutivo. Portanto, a resposta para a pergunta é: não, concluir que não há conhecimento &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; não implica em fazer um juízo &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Contudo, perceba-se que ao argumentarmos que não há conhecimento &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; estaríamos negando a ideia de que podemos obter conhecimento pela dedução. Estaríamos negando que bastaria saber que Sócrates é homem e que todos os homens são mortais para saber que Sócrates é mortal, por exemplo. Não conheço ninguém que defenda tal coisa, nem os empiristas mais ferrenhos tentam fazê-lo. Geralmente o que os opositores do conhecimento &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; fazem é destacar os limites de tal conhecimento (ao campo das verdades linguísticas ou conceituais, como Hume) ou sustentar que ele não é completamente independente da experiência (o que faria com que retomássemos a ambiguidade apontada no início).&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ninguém nega em absoluto o conhecimento &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;, penso que ele seja inescapável.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="formspringmeFooter"&gt;&lt;a href="http://formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-2153032532227878518?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/2153032532227878518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/01/concluir-que-nao-devemos-ter-juizos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2153032532227878518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2153032532227878518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2011/01/concluir-que-nao-devemos-ter-juizos.html' title='Concluir que não devemos ter juízos a priori das coisas não é um juízo a priori?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-7354313425326917285</id><published>2010-12-15T02:59:00.009-02:00</published><updated>2011-02-28T12:44:53.592-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Niilismo é a filosofia mais realista? Ou melhor, é a única filosofia realista? Aliás... Existe filosofia realista?</title><content type='html'>&lt;p class="formspringmeAnswer" style="text-align: justify;"&gt;"Realismo" em filosofia é uma posição que geralmente assumimos sobre certas coisas ou fenômenos: significa sustentar que o objeto (sobre o qual se é realista) existe independentemente da existência de alguma mente. Portanto, poderíamos ser realistas sobre números, sobre a verdade, sobre relações causais, sobre valores éticos, sobre átomos ou até sobre cadeiras e mesas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na tua pergunta "realismo" ocorre com o sentido que é oriundo do senso comum, onde "real" e "verdadeiro" são mais difíceis de separar e "realista" pode significar "correspondente ao que é real" ou "próximo do que é verdade". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tratando-se de perguntas filosóficas se torna importante esclarecer tais particularidades semânticas, podemos agora parafrasear tuas perguntas com um vocabulário mais preciso: o niilismo é a tese filosófica mais próxima da verdade? É a única tese filosófica próxima da verdade? Existe tese filosófica próxima da verdade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para a primeira pergunta penso que a resposta seja "não". O niilismo pode ser concebido de duas maneiras: como a ideia de que não há sentido absoluto para a existência (não há um grande propósito por trás de tudo) ou a ideia de que não há qualquer sentido para a existência (nem mesmo sentidos pessoais ou subjetivos). Em verdade, cada versão permite uma formulação descritiva ou uma formulação normativa.  Na formulação normativa devemos substituir o "não há" das concepções expostas por "não deve haver". A versão descritiva de que não há um sentido absoluto para a existência me parece uma consequência natural do ateísmo, é uma tese que considero verdadeira (e que depende logicamente da veracidade do ateísmo). A versão normativa, no entanto, é mais complicada e exigiria intensa reflexão sobre questões éticas. Se deveria haver um sentido absoluto para a existência é algo sobre o que eu suspendo juízo (ainda que eu tenda a pensar que não seja o caso).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda concepção do niilismo, caso se trate de uma proposta descritiva, me parece claramente falsa. É uma constatação empírica o fato de que muitas pessoas norteiam suas vidas por sentidos pessoais, a alegação de que não existem sentidos pessoais vai contra qualquer evidência de que disponho. O caso da versão normativa desta concepção não é muito melhor, simplesmente não vejo razão alguma para defender que as pessoas não devem dar ou buscar um sentido próprio para suas vidas. Pelo contrário, vejo razões para que se negue tal ideia, observe-se este breve (e ingênuo) argumento: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Se uma pessoa crê em um sentido para sua vida, então tal pessoa é mais feliz&lt;/b&gt; (uma inferência indutiva)&lt;b&gt;; Se uma pessoa é mais feliz, então tal pessoa é mais eticamente responsável &lt;/b&gt;(outra inferência indutiva)&lt;b&gt;; logo, se uma pessoa crê em um sentido para sua vida, então tal pessoa é mais eticamente responsável. Devemos defender aquilo que torna as pessoas eticamente responsáveis; portanto, devemos defender que as pessoas acreditem em sentidos para suas vidas. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um argumento ingênuo porque não sei se as induções se sustentam e porque, caso se adicione uma proposição como "As pessoas devem ter o mesmo sentido para suas vidas", então os resultados podem ser problemáticos. Contudo, ele serve para mostrar que a proposta normativa da segunda concepção de niilismo é &lt;i&gt;prima facie&lt;/i&gt; implausível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Feitas tais considerações, retomo a resposta que dei inicialmente: não, o niilismo não é a tese filosófica mais próxima da verdade. Primeiro porque não é apenas uma tese, mas várias com graus diferentes de proximidade da verdade. Segundo porque, mesmo aquela que seria no meu entender a mais próxima da verdade (que não existe um sentido absoluto), não é algo tão próximo da verdade (ou simplesmente verdadeiro, sem qualquer "distância") quanto outras teses filosóficas que mantenho: o realismo sobre um mundo objetivo e sobre a existência de outras pessoas, por exemplo. Note que estou interpretando "mais próximo da verdade" como "menos sujeito a dúvidas". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a resposta da primeira pergunta já foi respondida a segunda: não, o niilismo não é a única tese filosófica próxima da verdade. Os exemplos que ofereci são de teses mais próximas da verdade que o niilismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A terceira pergunta também já foi respondida, porém esta pede por algumas qualificações. Que razões há para se pensar que teses filosóficas não podem nos aproximar da verdade? Qualquer que seja, não poderá ser uma razão filosófica, pois neste caso ela seria auto-destrutiva: para mostrar que teses filosóficas não podem nos aproximar da verdade tal razão teria de se aproximar da verdade; logo, não poderia ser filosófica. Eliminando-se as razões filosóficas restam as seguintes (entre muitas outras): razões lógicas, razões científicas, razões religiosas e razões sociais. Razões sociais são candidatas risíveis, não consigo pensar em qualquer uma que não seja falaciosa. A situação das candidatas religiosas não é diferente  (sobretudo se alegarem que é só pela fé que se descobre a verdade). A lógica fica em silêncio (afinal de contas é uma questão essencialmente epistêmica).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui grosseiro ao comentar estes três tipos de razões não apenas porque penso que elas não podem justificar a proposição em causa, mas também porque me parece que tal fato é evidente (o que não significa que deva sempre ser tratado de forma grosseira, são questões pertinentes ainda que eu não vá me aprofundar nelas agora) enquanto a incapacidade das razões científicas não parece tão evidente (é algo que não pede esforço para se conseguir imaginar alguém defendendo). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, razões científicas também não conseguem mostrar que teses filosóficas não podem nos aproximar da verdade. Isto porque "verdade" não é um conceito da atividade científica. Embora os cientistas estejam tentando descobrir verdades na natureza, eles não estudam se "é verdade que a gravidade atrai os corpos" ou se "é verdade que os genes determinam características corporais": o que eles tentam descobrir e explicar é se a gravidade atrai os corpos ou se os genes determinam características corporais. A expressão "verdade" não entra nas hipóteses nem nos enunciados teóricos. Nenhum cientista estuda o conceito de "verdade". Caso um cientista tentasse mostrar, com base em experimentos e dados científicos, que as teses filosóficas sempre resultam em proposições falsas, então ele estará pensando de uma certa maneira sobre o que significa algo ser "falso" ou ser "verdadeiro" (pode estar pensando que "verdadeiro" é aquilo que foi confirmado empiricamente e que falso é aquilo que nega o que foi confirmado).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De onde este cientista imaginário teria obtido este conceito de "verdade"? De alguma teoria científica? Não poderia ser, pois o próprio conceito de verdade deveria ser originário da experimentação: um experimento teria que confirmar que "verdade" é aquilo que é confirmado, isto é, "verdade" é o que é confirmado e o que é confirmado é a "verdade" (um raciocínio circular). Se o cientista não poderia se amparar em razões científicas, então restariam exatamente aquelas que ele está rejeitando: razões filosóficas. Com isto seriamos levados novamente ao caráter auto-destrutivo de se usar da filosofia para negar o conteúdo cognitivo dela mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Argumentei que não há razões para se defender que teses filosóficas não podem se aproximar da verdade, contudo, não demonstrei que teses filosóficas podem se aproximar da verdade (embora tenha dado assentimento tácito para tal ideia). E não farei isso porque já me extendi demais, a resposta das duas primeiras perguntas é "não", a da última é um "sim" autoritário.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="formspringmeFooter" style="text-align: justify;"&gt;    &lt;a href="http://formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer" class="vt-p"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-7354313425326917285?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/7354313425326917285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/12/niilismo-e-filosofia-mais-realista-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/7354313425326917285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/7354313425326917285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/12/niilismo-e-filosofia-mais-realista-ou.html' title='Niilismo é a filosofia mais realista? Ou melhor, é a única filosofia realista? Aliás... Existe filosofia realista?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-4560285000799587845</id><published>2010-12-09T23:56:00.003-02:00</published><updated>2011-02-28T12:39:50.695-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>voce acha que nós temos livre arbitrio?</title><content type='html'>&lt;p class="formspringmeAnswer"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vai demorar até que eu consiga estabelecer uma opinião firme sobre esse assunto. Preciso, no mínimo, de uma boa teoria sobre a mente e de uma boa metafísica até que eu me sinta capaz de entrar no terreno do livre arbítrio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, posso adiantar é que tendo ao compatibilismo (o que não é surpreendente considerando-se que é a posição mais intuitiva). O contato mais recente que tive com o tema foi através das ideias do Dennett. Ele foi convincente, mas como eu disse, é algo sobre o que demorarei para ter uma opinião; por enquanto os juízos continuarão suspensos.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="formspringmeFooter"&gt;    &lt;a href="http://formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-4560285000799587845?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/4560285000799587845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/12/voce-acha-que-nos-temos-livre-arbitrio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4560285000799587845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4560285000799587845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/12/voce-acha-que-nos-temos-livre-arbitrio.html' title='voce acha que nós temos livre arbitrio?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-5157250160262570599</id><published>2010-11-25T11:27:00.004-02:00</published><updated>2011-06-05T12:29:07.313-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Greg, que livros você indicaria para um leigo como introdução a lógica e epistemologia?</title><content type='html'>&lt;p class="formspringmeAnswer"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um bom livro introdutório de lógica — Lógica: um curso introdutório (W.H. Newton-Smith).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um bom livro introdutório de epistemologia — Epistemology: a contemporary introduction (Robert Audi).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desconheço livros introdutóros de epistemologia em português, mas posso indicar o Os Problemas da Filosofia, de Bertrand Russell (não é apenas sobre epistemologia, mas cobre um pouco do tema). Também, no caso da lógica, há o excelente "Logic - A very short introduction" do Graham Priest, que parece já ter sido traduzido para o português. &lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="formspringmeFooter" style="text-align: justify;"&gt;    &lt;a href="http://formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-5157250160262570599?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/5157250160262570599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/11/greg-que-livros-voce-indicaria-para-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/5157250160262570599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/5157250160262570599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/11/greg-que-livros-voce-indicaria-para-um.html' title='Greg, que livros você indicaria para um leigo como introdução a lógica e epistemologia?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-4623341297716005005</id><published>2010-11-16T01:29:00.007-02:00</published><updated>2011-02-28T12:40:18.882-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Ainda sobre o papel da filosofia</title><content type='html'>&lt;div&gt;Tenho de comentar algo que me incomodou no texto que publiquei neste post: &lt;a href="http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/10/qual-o-papel-da-filosofia-no-mundo_21.html"&gt;http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/10/qual-o-papel-da-filosofia-no-mundo_21.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta "satisfação com o reconhecimento das limitações" exige qualificações. O que tive em mente ao dizer tal coisa é o fato de que me parece parte importante da filosofia a atitude de não desistir ao não se conseguir alcançar algum resultado incontestável, que resista incólume ao teste do tempo. Na atividade filosófica devemos nos acostumar com a efemeridade do acordo e a permanência do desacordo. Entretanto, não seria apropriado dizer que devemos estar satisfeitos com isto. Devemos nos acostumar no sentido de não desistir da filosofia em função disto, não no sentido de nos acomodarmos e assumirmos uma postura pessimista ou irônica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A boa filosofia exige paixão, e toda paixão carrega a satisfação por se estar apaixonado acompanhada da insatisfação por não se estar apaixonado o suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-4623341297716005005?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/4623341297716005005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/11/ainda-sobre-o-papel-da-filosofia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4623341297716005005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4623341297716005005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/11/ainda-sobre-o-papel-da-filosofia.html' title='Ainda sobre o papel da filosofia'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-6339599046906708010</id><published>2010-11-07T20:58:00.004-02:00</published><updated>2011-02-28T12:40:34.441-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>O que você acha de  Nietzsche? Já leu o livro "Além do Bem e do Mal?"?</title><content type='html'>&lt;p class="formspringmeAnswer"&gt;Minha opinião sobre Nietzsche está exposta aqui: &lt;a href="http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/10/nietzsche-postagem-tematica.html" target="_blank" rel="nofollow" class="nofollow"&gt;http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/10/nietzsche-postagem-tematica.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nietzsche não é totalmente desprezível, mas está longe de ser um autor obrigatório para quem faz reflexões filosóficas. Li algumas partes de "Além do Bem e do Mal".&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="formspringmeFooter" style="text-align: justify;"&gt;    &lt;a href="http://formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-6339599046906708010?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/6339599046906708010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/11/o-que-voce-acha-de-nietzsche-ja-leu-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/6339599046906708010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/6339599046906708010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/11/o-que-voce-acha-de-nietzsche-ja-leu-o.html' title='O que você acha de  Nietzsche? Já leu o livro &amp;quot;Além do Bem e do Mal?&amp;quot;?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-2538964023428305819</id><published>2010-11-07T20:05:00.008-02:00</published><updated>2011-02-28T12:44:28.919-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>A verdade é possível?</title><content type='html'>&lt;p class="formspringmeAnswer" style="text-align: justify;"&gt;Me prolongarei nesta resposta porque considero um tema importante. Evito formar opiniões sobre coisas vagas como “a mentalidade do nosso tempo”, sempre fico com a impressão de que estou cometendo generalizações apressadas ou especulações muito tendenciosas. No entanto, uma opinião que formei (que até agora não conflitou com minha experiência) consiste em notar que a verdade é muito maltratada pela tal mentalidade do nosso tempo. Me refiro ao conceito de “verdade”, pois o que é realmente verdadeiro não podemos maltratar ou controlar (e talvez esse seja o grande incômodo). Por “mentalidade” não me refiro apenas ao senso comum, há reflexões sofisticadas que me parecem cometer os mesmos erros que tentarei apontar. Também devo deixar claro que não estou generalizando sobre o que todos pensam atualmente, estou apenas comentando uma forma de pensar que popularizou-se. Espero que minha posição fique cristalina ao fim da argumentação.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por “verdade” imagino que você entenda “verdade objetiva”, isto é, aquilo no mundo que torna certas afirmações verdadeiras de modo que essa veracidade se estabeleça independentemente do que pensamos ou desejamos. Enunciados como “2+2=4”, “A Lua é menor que o Sol” e “O monte Everest não é feito de algodão” seriam exemplos de enunciados que expressam verdades objetivas, ou seja, seriam exemplos de enunciados objetivamente verdadeiros. Como estaremos entendendo que “verdade” é sinônimo de “verdade objetiva”, basta que prediquemos “verdadeiro” dos enunciados objetivamente verdadeiros. Estas colocações sobre o que entendemos por “verdade”, porém, não eliminam um par de interpretações que a pergunta permite que sejam feitas: uma interpretação metafísica e outra epistêmica. Examinarei apenas a interpretação metafísica, sozinha ela já é bastante trabalhosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela interpretação metafísica a pergunta significaria: é possível a existência de verdades objetivas? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não existem verdades objetivas”; “Não existem fatos, somente opiniões”; “Tudo é relativo” são enunciados que frequentam o discurso da mentalidade criticada (em exposições com teores variados de prolixidade). O ponto é que são afirmações falsas, não importando a acrobacia intelectual em que possam ser encontradas. A resposta certa para a interpretação metafísica da pergunta “A verdade é possível?” seria “Sim”. Argumentarei resumidamente em favor desta resposta (elaborações agudas desta questão já forem feitas diversas vezes, por exemplo: &lt;a href="http://criticanarede.com/html/met_objectividade.html" target="_blank" rel="nofollow" class="nofollow"&gt;http://criticanarede.com/html/met_objectividade.html&lt;/a&gt;), para tanto utilizarei estas premissas: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P: Não existem verdades objetivas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Q: “P” expressa uma verdade objetiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A inferência feita é: Se (P e Q), então não-P; portanto, (P e não-Q) ou (não-P e Q). Ora, se negamos que P expressa uma verdade objetiva, então estaremos meramente sustentando que alguém pode crer que P, do que não se segue a veracidade de P. Se não negamos Q, então P terá de ser verdade, contudo, P não poderá ser objetivamente verdadeira (negaria a si mesma) o que resultaria em não-Q: estaríamos apenas demonstrando que P é crível, não que é verdadeira. Ficamos com duas opções: ou representamos por P  algo em que algum pobre coitado pode acreditar (e não necessariamente algo que seja verdadeiro) ou representamos uma contradição, “Não existem verdades objetivas” teria de ser uma verdade objetiva. O fato de que alguém pode crer que P é desinteressante, especialmente porque estou buscando uma resposta metafísica para a pergunta, isto é, pressupondo que é uma pergunta sobre a realidade, sobre o que pode existir, não somente sobre o que podemos pensar ou imaginar. Sendo impossível que P seja uma proposição objetivamente verdadeira, havendo uma contradição implicada caso ela seja verdadeira (e não apenas considerada verdadeira) então algo importante terá sido encontrado. Se é impossível que não existam verdades objetivas, deve-se responder a pergunta “A verdade é possível?” da seguinte maneira: não só a verdade é possível como ela é necessária. Em suma: existe alguma verdade objetiva; gostemos disso ou não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devo fazer a ressalva: essa discussão não se esgota no que estou expondo, tampouco o que estou dizendo é irrefutável ou qualquer coisa parecida. Ainda assim, creio que a negação da verdade objetiva é um traço marcante dessa mentalidade que encontramos facilmente nos dias de hoje. Um traço marcante e lamentável. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta exposição foi breve e insuficiente, é um tema sobre o qual pretendo me aprofundar assim que possível. De qualquer maneira, espero que a resposta esteja satisfatória.&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="formspringmeFooter" style="text-align: justify;"&gt;    &lt;a href="http://formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-2538964023428305819?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/2538964023428305819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/11/verdade-e-possivel.html#comment-form' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2538964023428305819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2538964023428305819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/11/verdade-e-possivel.html' title='A verdade é possível?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-3825989691059164778</id><published>2010-10-21T02:37:00.004-02:00</published><updated>2011-02-28T12:41:58.051-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Acho muito legal que você decidiu fazer pós em Filosofia. O que em Grice e Davidson? Tô curioso e não conheço nenhum direito.</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="formspringmeAnswer"&gt;Abordarei as teorias do significado propostas por eles. O caso é que em meu trabalho de conclusão da graduação eu lidarei com as teorias do significado do Fodor e do Putnam. São teorias diretamente vinculadas ao externismo semântico, que analisam o problema do significado de uma perspectiva específica (computacional no caso de Fodor, por exemplo). No caso do Grice e do Davidson, sei que eles partem de uma outra perspectiva, em que as noções centrais são distintas daquelas encontradas em Putnam e Fodor (como as condições de verdade no caso de Davidson e as intenções do falante no caso de Grice). Resumidamente, o que tentarei fazer é obter uma visão panorâmica da teorização sobre o significado. Claro que existem vários autores muito importantes para essa discussão (como Kripke, Dummett e outros), mas penso que esse quarteto já me forneceria uma compreensão razoavelmente boa sobre como o problema do significado foi investigado nas últimas quatro décadas. Há ainda uma pretensão adicional no caso de Grice e Davidson (que suponho ser cabível somente para o que uma pós-graduação permite): Lycan sugere (em Philosophy of Language: a contemporary introduction) que algo promissor poderia surgir de uma teoria do significado que misturasse ideias de Grice e Davidson, essa sugestão despertou minha curiosidade.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="formspringmeFooter"&gt;    &lt;a href="http://formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-3825989691059164778?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/3825989691059164778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/10/acho-muito-legal-que-voce-decidiu-fazer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/3825989691059164778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/3825989691059164778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/10/acho-muito-legal-que-voce-decidiu-fazer.html' title='Acho muito legal que você decidiu fazer pós em Filosofia. O que em Grice e Davidson? Tô curioso e não conheço nenhum direito.'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-1969780277962059783</id><published>2010-10-21T01:54:00.004-02:00</published><updated>2011-02-28T12:42:10.265-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Qual o papel da filosofia no mundo contemporâneo?</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="formspringmeAnswer"&gt;A formulação dessa pergunta me incomoda um pouco, ela pressupõe que há uma função para a filosofia (além disso: que é uma função sensível ao momento histórico) quando penso que é muito problemático enquadrar a filosofia em alguma função, quanto mais ter uma ideia precisa sobre o que é o mundo contemporâneo para poder identificar o lugar da filosofia nele. Uma expressão como "mundo" sempre me causou mais perplexidade do que compreensão. Por consequência disto, tentarei responder a versão básica da pergunta (embora não seja simples ou de menor importância): qual o papel da filosofia? Ou ainda: qual deve ser o papel da filosofia? Aliás, esta reformulação indica parte deste papel (na medida em que destaca o caráter normativo da questão): a filosofia deve explicitar ideias, deve mostrar com precisão e fidelidade o que pensamos e dizemos, deve vigiar a obscuridade, pois a obscuridade é um caminho fácil para o contentamento com a própria ignorância, para a sujeição aos hábitos e tradições. Outra parte importante da filosofia é o pensamento crítico: devemos buscar a verdade cientes de nossa falibilidade, devemos ter disposição para rever nossas ideias e mudá-las quando nos forem apresentadas razões para tanto. Enfim, não ficarei enumerando as partes da filosofia que constituem aquilo que deveria ser seu papel, já excedi a medida de pretensão que me permito inculcar em uma resposta. Fico satisfeito em soar incompleto, creio que essa satisfação com o reconhecimento das limitações seja, na verdade, a parte mais importante desta resposta.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="formspringmeFooter"&gt;    &lt;a href="http://formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-1969780277962059783?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/1969780277962059783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/10/qual-o-papel-da-filosofia-no-mundo_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/1969780277962059783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/1969780277962059783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/10/qual-o-papel-da-filosofia-no-mundo_21.html' title='Qual o papel da filosofia no mundo contemporâneo?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-3808258548232253793</id><published>2010-10-21T01:07:00.008-02:00</published><updated>2011-02-28T12:42:26.533-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Qual é o problema da indução que Hume identificou, tem algo a ver com o antirrealismo dele?</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="formspringmeAnswer"&gt;Hume não coloca esta questão exatamente como "o problema da indução". Aquilo para o que Hume nos chama a atenção é: qual a justificação para a nossa crença de que há uma relação de causa e efeito entre eventos que costumam ocorrer conjuntamente? Como sabemos que um causa o outro? Como sabemos, por exemplo, que o aquecimento da água provoca sua mudança de estado físico? Hume sustenta que certamente não sabemos tal coisa &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;, pois não há uma conexão lógica, necessária, entre o aquecimento da água e a mudança de seu estado físico; podemos facilmente conceber uma circunstância em que a água é aquecida e não muda de estado físico (ou não é aquecida e muda). Se defendêssemos que sabemos &lt;i&gt;a posteriori&lt;/i&gt; que certo evento é a causa de outro, então estaríamos incorrendo em circularidade, pois recorreríamos ao empírico pressupondo aquilo que devemos explicar. No exemplo da água, seria o mesmo que sustentar que sabemos que o aquecimento da água causa a mudança de estado físico porque assim nossos sentidos nos informaram e é algo que se repetiu em nossas experiências.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="formspringmeAnswer"&gt;Ora, diremos que sabemos que "Se a água for aquecida, mudará de estado físico" porque até agora tais eventos se manifestaram conjuntamente, mas nada em nossa experiência garante que a água continuará a evaporar após o aquecimento. Precisaríamos da premissa de que a natureza é uniforme, e como poderíamos conhecer tal premissa? Ela está pressuposta em nossa experiência, não pode ser explicada por ela.  A premissa da uniformidade da natureza é que esconde o grande problema: sem ela não podemos alegar conhecimento de que o aquecimento da água é a causa de sua evaporação (nada impediria que outra causa fosse responsável pelo efeito), entretanto, não podemos justificar racionalmente nossa crença nela, pois diríamos que sabemos que a natureza é uniforme porque um evento costuma suceder em concordância com outro, o que significaria pressupor que sabemos que um evento causa outro. Saberíamos que há causalidade porque a natureza é uniforme e que a natureza é uniforme porque há causalidade, em outras palavras, não saberíamos nenhum dos dois.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="formspringmeAnswer"&gt;Se concordamos com Hume que os problemas com os quais nosso intelecto se confronta estão divididos entre relações de ideias e questões de fato, e que a causalidade está no campo das questões de fato (campo acessado exclusivamente pela experiência, posto que não podemos saber se um evento causa outro puramente através de relações de ideias: sempre é possível conceber que um evento ocorra independentemente do outro), então não podemos saber que “O aquecimento da água causa sua evaporação”, tudo que saberemos é que, até o momento, tais eventos foram percebidos conjuntamente. O que nos forçaria a crer que um evento causa o outro seria o hábito, uma necessidade psicológica. É neste sentido que Hume pode ser considerado um anti-realista: o que existem são eventos que ocorrem conjuntamente e que nos habituamos a compreender como relações causais, não temos como saber se relações causais existem objetivamente.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="formspringmeFooter"&gt;    &lt;a href="http://formspring.me/GregGaboardi?utm_medium=social&amp;amp;utm_source=blogger&amp;amp;utm_campaign=shareanswer"&gt;Ask me anything&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-3808258548232253793?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/3808258548232253793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/10/qual-e-o-problema-da-inducao-que-hume.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/3808258548232253793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/3808258548232253793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/10/qual-e-o-problema-da-inducao-que-hume.html' title='Qual é o problema da indução que Hume identificou, tem algo a ver com o antirrealismo dele?'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-8995861560985310724</id><published>2010-10-20T23:30:00.004-02:00</published><updated>2011-02-28T12:42:42.817-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outros'/><title type='text'>formspring.me</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://formspring.me/GregGaboardi" target="_blank"&gt;http://formspring.me/GregGaboardi&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perguntas sobre assuntos relacionados ao conteúdo deste blog serão publicadas aqui. Vamos lá pessoal! :)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-8995861560985310724?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/8995861560985310724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/10/formspringme.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/8995861560985310724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/8995861560985310724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/10/formspringme.html' title='formspring.me'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-4877912782042022958</id><published>2010-07-26T16:52:00.016-03:00</published><updated>2011-03-01T02:46:51.288-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Concebilidade e possibilidade metafísica I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia de que ser concebível assegura possibilidade metafísica não me parece razoável. Aceitemos que todas as proposições necessariamente falsas (em âmbito lógico) são metafisicamente impossíveis (ou representam estados de coisas metafisicamente impossíveis). Disto seguiria, por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;modus tollens&lt;/span&gt;, que proposições necessariamente falsas não são concebíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre "concebível", podemos estar de acordo que é um predicado de proposições (uma vez que propriedades modais são inferidas de suas ocorrências putativas e tais propriedades modais são predicadas de proposições). Neste momento "ser concebível" não precisará ser definido, basta a compreensão intuitiva. Podemos conceber alguma instância de P&amp;amp;¬P? Há nesta pergunta uma ambiguidade que precisa ser investigada. Empregarei a distinção de Papineau entre conceitos fenomênicos e conceitos não-fenomênicos¹ para esclarecer este ponto. Aceitemos que conceitos são necessários para que se possa conceber algo e, com a distinção feita por Papineau, que podemos conceber algo através de conceitos fenomênicos ou através de conceitos não-fenomênicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta para a questão "podemos conceber alguma instância de P&amp;amp;¬P?" depende desta ambiguidade sobre "conceber": se trata de concepção através de conceitos fenomênicos? Se sim, então não poderemos conceber qualquer instância de P&amp;amp;¬P. Se os conceitos envolvidos em "O tomate é vermelho" forem fenomênicos, então simplesmente seremos incapazes de conceber uma circunstância em que o tomate é vermelho e ao mesmo tempo não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o que ocorre quando a concepção se dá por conceitos não-fenomênicos? Se aceitamos que tudo que é concebível é pensável e,  se tudo que é pensável e é proposicional (apresenta condição de verdade) pode ser formulado em uma linguagem, então tudo que for concebível e proposicional poderá ser formulado em uma linguagem. Agora suponhamos que em tudo aquilo que é concebível e proposicional a concepção possa ocorrer através de conceitos não-fenomênicos. Neste caso, tudo que não pode ser concebido não pode ser formulado em uma linguagem. Ora, instâncias de P&amp;amp;¬P podem ser formuladas em uma linguagem e; portanto, podem ser concebidas, embora continuem sendo metafisicamente impossíveis. Logo, possibilidade metafísica independe de concebilidade, a segunda não determina a primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser objetado que, apesar de ser possível pensar em instâncias de P&amp;amp;¬P, não segue que tais proposições tenham conteúdos concebíveis. Isto é, tudo que é concebível é pensável, mas nem tudo que é pensável é concebível. No entanto, embora nem tudo que é pensável seja concebível em conceitos fenomênicos, disto não segue que tudo que é pensável não seja concebível em conceitos não-fenomênicos ou que a concepção através de conceitos não-fenomênicos não seja realmente concepção. Quem discorda de nossa conclusão poderia, ainda, alegar que os conceitos não-fenomênicos são redutíveis aos conceitos fenomênicos (em uma inspiração que lembra o positivismo lógico). Suspenderei juízo sobre a possibilidade de sucesso desta proposta e, caso ela não seja adequadamente desenvolvida, não será problema para o argumento que foi apresentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra objeção seria a de que proposições necessariamente falsas não podem ser realmente pensadas. Neste caso o mistério seria como nós conseguimos compreendê-las. Talvez um teórico que defenda "o significado como uso" não veja muito problema nisso (não veja necessidade do pensamento para a compreensão de enunciados), mas isto apenas enquadra a disputa em outra perspectiva filosófica (que não contraria a argumentação apresentada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;per se&lt;/span&gt;). A impressão que tenho é a de que seria até mais difícil, nesta outra perspectiva filosófica, defender que a possibilidade conceptiva implica em possibilidade metafísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;¹PAPINEAU, David. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Confusions about Consciousness&lt;/span&gt;. Richmond Journal of Philosophy, 2003.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é minha primeira incursão neste assunto, o texto deve ser encarado como um ensaio, não penso que o argumento exposto seja muito eficiente; continuarei discutindo o tema em postagens subsequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-4877912782042022958?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/4877912782042022958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/07/possibilidade-conceptiva-e.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4877912782042022958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4877912782042022958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/07/possibilidade-conceptiva-e.html' title='Concebilidade e possibilidade metafísica I'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-2281932316475940486</id><published>2010-04-20T02:01:00.012-03:00</published><updated>2011-03-01T02:47:10.166-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postagem temática'/><title type='text'>Falatório fecal - postagem temática</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Um dos traços mais notáveis de nossa cultura é que se fale tanta merda. Todos sabem disso. Cada um de nós contribui com sua parte." É assim que Harry G. Frankfurt começa o texto do livro 'Sobre falar merda', certamente é um dos inícios mais marcantes que já li e o restante do trabalho não é menos notável. Recomendo sua leitura para qualquer pessoa interessada na comunicação e na natureza dos discursos. Recomendo especialmente para os estudantes e profissionais da área de Comunicação Social: é um campo que produz uma quantidade excepcional de merda, alguns de seus profissionais podem remeter até ao mito do 'toque de Midas' (exceto pelo fato da substância resultante ser outra nesta releitura) dadas suas capacidades. Só não esperem um conjunto de piadas pueris (embora seja divertido ver 'merda' figurar no meio do mais puro jargão acadêmico), a abordagem do livro é sistemática e analítica, buscando alcançar uma conclusão ao invés de apenas chafurdar em constatações triviais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ato de falar merda é identificado pelo autor como a ocorrência de afirmações nas circunstâncias em que aquele que afirma é incapaz de discernir se suas afirmações são verdadeiras ou falsas. É algo, como Frankfurt salienta, diferente de mentir (o mentiroso preocupa-se em saber qual é a verdade para poder omití-la), e se consideramos tão importante a compreensão clara da verdade quanto o compartilhamento da verdade, falar merda é algo tão execrável quanto mentir. Em certo sentido é até pior: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Tanto quem mente quanto quem fala a verdade atua em campos opostos do mesmo jogo, por assim dizer. Cada um reage aos fatos como os entende, embora a reação de um seja guiada pela autoridade da verdade, enquanto a reação do outro desafia essa autoridade e se recusa a satisfazer suas exigências. O falador de merda as ignora como um todo. Ele não rejeita a autoridade da verdade, como faz o mentiroso, e opõe-se a ela; simplesmente, não lhe dá a menor atenção. Em virtude disso, falar merda é um inimigo muito pior da verdade do que mentir."&lt;/i&gt; (FRANKFURT, 2005, p. 62)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E onde entra o tema desta edição da postagem temática? Tive a ideia de listar palavras que, pela minha própria experiência, são sinal seguro da iminência do bom e velho falatório fecal, isto é, da falação de merda mesmo. Os leitores estão convidados para contribuir com suas opiniões e com as palavras que pensam serem sinais seguros de que algo marrom se desvela no horizonte do discurso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha lista:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Deus&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Pós-modernismo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Comunismo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Capitalismo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cuba&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Jesus&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Lady GaGa&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Transgênicos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Cotas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Big Brother Brasil&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que já está bom. Lembrando que tais palavras são sinais seguros e &lt;i&gt;não garantias absolutas.&lt;/i&gt; Não estou atacando aquilo que cada palavra representa, estou apenas constatando (com base em minha experiência) que em geral tais palavras suscitam a falação de merda. Estou curioso para saber que palavras vocês irão apresentar (esta postagem faz parte do &lt;a href="http://www.blogsintonizados.blogspot.com/"&gt;Blogs Sintonizados&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-2281932316475940486?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/2281932316475940486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/04/falatorio-fecal-postagem-tematica_1309.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2281932316475940486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2281932316475940486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/04/falatorio-fecal-postagem-tematica_1309.html' title='Falatório fecal - postagem temática'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-5142471153518953290</id><published>2010-04-06T17:10:00.007-03:00</published><updated>2011-03-01T02:47:35.936-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Sobre o senso crítico</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;"Como desenvolver o senso crítico?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos nós somos críticos em algum sentido, o que envolve em mistério a  questão proposta é a existência de uma criticidade &lt;i&gt;seletiva&lt;/i&gt;. Um  sujeito pode ser pouco crítico sobre política, sobre teorias  científicas, e ser um crítico agudo de roupas ou comportamentos.  Criticidade varia em grau, não em gênero, qualquer que seja seu foco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com  que legitimidade podemos desmerecer a criticidade sobre roupas ou  comportamentos e exaltar a criticidade política ou científica? Não  encontro nada que possa atender pelo título de "legítimo" neste caso,  nada que ultrapasse idiossincrasias e se estabeleça neutramente. Devemos  ser cautelosos com o que podemos estar nomeando com "senso crítico",  esta cautela é exigida precisamente pela prática que considero essencial  ao senso crítico (como quer que ele se manifeste): a auto-crítica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A  criticidade de um indivíduo, sobre qualquer assunto, será tão apurada  quanto o reconhecimento deste indivíduo de sua &lt;i&gt;individualidade&lt;/i&gt;.  Não há senso crítico onde o sujeito não consegue se compreender como  algo autônomo, falível, mutável, único. O reconhecimento destas  características constitui o pleno exercício da auto-crítica. Sempre nos  encontraremos em situações que compelem aceitar ou rejeitar alguma  ideia, estas situações são aquelas em que a auto-crítica deve trovejar,  afastando para as sombras todo acordo ou desacordo sustentado pelo medo,  pela autoridade ou pelo hábito. Cabe a ressalva de que a auto-crítica  (e consequentemente o senso crítico) não demandam o isolamento,  lembrando que o ceticismo pode ser dogmático.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há outros elementos  importantes para o senso crítico, talvez essenciais, como a  curiosidade. Mas o que é a curiosidade senão o reconhecimento otimista  de nossa própria ignorância?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(a pergunta que inicia o post foi proposta em um tópico de discussão no Orkut)&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-5142471153518953290?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/5142471153518953290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/04/sobre-o-senso-critico.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/5142471153518953290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/5142471153518953290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/04/sobre-o-senso-critico.html' title='Sobre o senso crítico'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-4730487064875128920</id><published>2010-01-27T01:37:00.009-02:00</published><updated>2011-03-01T02:47:58.142-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Gota de óleo inteligente</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Muito interessante este experimento:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.newscientist.com/article/dn18391-intelligent-oil-droplet-navigates-chemical-maze.html"&gt;http://www.newscientist.com/article/dn18391-intelligent-oil-droplet-navigates-chemical-maze.html&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-4730487064875128920?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/4730487064875128920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/01/gota-de-oleo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4730487064875128920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4730487064875128920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/01/gota-de-oleo.html' title='Gota de óleo inteligente'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-5911201391343138051</id><published>2010-01-20T01:07:00.013-02:00</published><updated>2011-03-10T02:45:26.196-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postagem temática'/><title type='text'>Consequências do nada - postagem temática</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nada não existe. Vamos começar com algo óbvio e tentar alcançar alguma conclusão absurda (desempenhemos, portanto, o papel da filosofia segundo Russell). É tão óbvio assim que o nada não existe? Se "nada" significar realmente o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nada&lt;/span&gt;, não significar o vazio (que seria espacial) ou o vácuo (que, mesmo não contendo matéria, é afetado por forças), se significar algo absolutamente imaterial, não-espacial e atemporal; então, para que o nada não exista, nosso critério para decidir o que existe deve relegar o que é imaterial, não-espacial e atemporal ao domínio do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;inexistente.&lt;/span&gt; Adotar esta postura consiste em rejeitar a existência de entidades abstratas. O nada é uma entidade abstrata, mas não apenas ele, diz-se de muitas outras coisas que elas são abstratas: números, ideias, mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta conversa já pode atingir alguns como absurda: pelas mesmas razões que negamos a existência do nada devemos negar a existência de números, ideias e outras coisas que parecem bastante reais. Bom, não é que precisamos negar a existência de tais coisas, coerente é negar que tais coisas existam além dos conceitos que abrigam-nas, que existam &lt;i&gt;objetivamente&lt;/i&gt;. Não é que o nada ou os números relamente não existam, acontece que eles não passam de conceitos que manipulamos em nossos pensamentos, em nossos juízos, em nossa linguagem. Não existem em um sentido substancial do termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para trazer mais um pouco de absurdo para a conversa, coloquemos Deus em cena. Não é preciso entrar em muitos detalhes acerca do que é Deus, basta que ele seja o criador do universo, a causa primeira, o grande responsável por tudo isto que vemos por aí: dos oceanos aos aspiradores de pó. Deus cumpre este papel em várias religiões (e, portanto, nas crenças de várias pessoas). Normalmente o roteiro que coloca Deus na cena segue a ideia de que o universo precisa ter uma causa para ter surgido, ele não pode ter surgido do nada e não podemos regredir ao infinito; posto isto, a causa deste universo deve ser uma causa não-causada. Deus sobe no palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora observemos um detalhe: é importante (para que Deus se torne interessante) a ideia de que o universo não pode surgir do nada. Porém, se o nada não passa de um conceito, então é um equívoco assumi-lo como algo real (para assim poder desqualificá-lo na explicação da origem do universo). De fato, o universo não pode ter surgido do nada, entretanto, não porque as coisas "não possam surgir do nada" e sim porque o nada jamais existiu. Nunca existiu um período atemporal seguido do início dos tempos. Se nunca houve um início também não haverá um fim. Saltemos diretamente para o absurdo: se o nada não existe, Deus igualmente não existe. Deus compartilharia das propriedades dos objetos abstratos (caso contrário não poderia ser Deus). Logo, não há início ou fim no universo do ateu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo não vejo absurdo nesta ideia. Muito pelo contrário, penso que ela seja inspiradora, uma demonstração cristalina de como é possível que o ateu encontre um sentido para sua vida. Tenho a impressão de que até os budistas simpatizam um pouco com tal ideia (esta postagem faz parte do &lt;a href="http://www.blogsintonizados.blogspot.com/"&gt;Blogs Sintonizados&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-5911201391343138051?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/5911201391343138051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/01/consequencias-do-nada-postagem-tematica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/5911201391343138051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/5911201391343138051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/01/consequencias-do-nada-postagem-tematica.html' title='Consequências do nada - postagem temática'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-4080474567650863734</id><published>2010-01-20T00:55:00.009-02:00</published><updated>2011-03-09T00:28:23.475-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>McGinn sobre o ateísmo:</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;"I am an atheist about all gods; typical theists are atheists about the majority of gods believed in over the centuries by human beings of one tribe or another. I find their disbelief thoroughly sensible; I would merely urge them to push it one stage further. I favor total atheism; they favor selective atheism—none of that pusillanimous agnosticism for either of us. So please, theist, do not accuse me of epistemic irresponsibility in my atheism."&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(recomendo a leitura completa do texto de McGinn, se chama 'Why I am an Atheist' e pode ser encontrado em seu blog ali na lista de blogs recomendados.)&lt;/div&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center"&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Segue uma tradução (feita por mim) do primeiro parágrafo do texto de McGinn:&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;"Qual é o estado da crença de um ateu? Um ateu é frequentemente definido como alguém que não acredita em Deus. É bastante verdadeiro que um ateu não acredita em Deus, mas isso é insuficiente para definir o estado da crença de um ateu. Uma árvore ou uma pedra ou um lagarto não acreditam em Deus também - mas seria bizarro descrever tais coisas como ateus. Isto porque eles não são crentes em absoluto, em qualquer coisa. E mesmo um cachorro ou um chimpanzé, que plausivelmente possuem crenças, dificilmente seriam caracterizados como ateus. Além disso, um agnóstico também não acredita em Deus, posto que ele suspende crença sobre a questão. O que está faltando, obviamente, é o fato de que um ateu &lt;i&gt;desacredita&lt;/i&gt; na existência de Deus - ele &lt;i&gt;acredita&lt;/i&gt; que &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; há Deus. Não é que meramente falte a crença em uma divindade para ele; ele positivamente acredita na ausência de uma divindade. Mais que isso, ele toma sua crença negativa como racional, amparada por razões. Ele não se encontra apenas com a crença de que não há Deus; ele chega nessa crença com aquilo que ele considera que sejam meios racionais—isto é, ele considera sua crença justificada. Ele pode não tratar sua crença ateísta como certa, mas ele certamente toma ela como razoável—tão razoável quanto qualquer outra crença que ele mantêm. Apenas por manter a crença ele se considera racionalmente legitimado para tal (ou então ele não iria, sendo um crente responsável, acreditar nela—sendo isto a natureza da crença). Também, dada a natureza da crença, ele pensa &lt;i&gt;saber&lt;/i&gt; que não há Deus: para acreditar que &lt;i&gt;p&lt;/i&gt; é preciso que se pense saber que &lt;i&gt;p&lt;/i&gt;. O ateu, como qualquer crente em uma proposição, considera sua crença como uma instância de conhecimento (é claro, ela pode ser ou não, mas ele necessariamente &lt;i&gt;considera&lt;/i&gt; que ela é). Portanto um ateu é alguém que pensa que sabe que não há Deus. Então ele está responsavelmente preparado para &lt;i&gt;asserir&lt;/i&gt; que não há Deus. O ateu pensa saber que não há Deus no mesmo sentido em que pensa saber, digamos, que a Terra é redonda. Ele afirma saber a verdade objetiva sobre o universo a respeito de uma divindade—que o universo não contêm tal entidade. É claro, isto acarreta que ele afirme saber que as crenças de outras pessoas sobre esta questão são falsas, &lt;i&gt;i.e.&lt;/i&gt; os teístas que acreditam que existe um Deus. Ele também afirma saber que os agnósticos estão igualmente errados: eles suspendem crença quando é racional se comprometer com a questão. Se um agnóstico assere que apenas um estado de não-crença sobre a existência de Deus é racional, o ateu assume a visão de que isto é falso: é racional defender positivamente que não há nenhum Deus, não meramente ser neutro na questão. O ateu portanto afirma saber que teístas e agnósticos são epistemicamente falhos—eles possuem crenças falsas e desautorizadas sobre a questão da existência de Deus. Ele então tem motivo para desejar alterar suas crenças para alinhá-las com a verdade. Crenças verdadeiras são melhores que falsas, e ele mantém as crenças verdadeiras enquanto as deles são falsas."&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;(grifos do texto original)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-4080474567650863734?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/4080474567650863734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/01/mcginn-sobre-o-ateismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4080474567650863734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4080474567650863734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2010/01/mcginn-sobre-o-ateismo.html' title='McGinn sobre o ateísmo:'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-7885616063567943603</id><published>2009-12-21T12:58:00.009-02:00</published><updated>2011-03-01T02:48:45.917-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Mas nos mordemos de ciúme! — O ciúme pelo viés da Psicologia Evolucionista.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É bem provável que a música "Ciúme", da banda Ultraje a Rigor, não seja conhecida somente por seu ritmo e por facilmente "grudar na cabeça", mas também por falar de algo tão próximo do nosso cotidiano, este sentimento que causa beliscões, ranger de dentes e arremessos de telefones celulares: o ciúme. Existem diferentes tipos de ciúme: ciúme de irmão, ciúme de amigo e até ciúme por objetos ou coisas inanimadas. Porém, o ciúme que interessa discutir agora é exatamente o ciúme que abala o protagonista na música do Ultraje a Rigor, o ciúme conjugal. E, entre as diferentes abordagens psicológicas que este sentimento pode receber, será apresentada aquela oferecida pela Psicologia Evolucionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Psicologia Evolucionista (PE daqui em diante) é uma linha de pesquisa recente (conta com menos de cinquenta anos desde suas formulações explícitas), não consiste exatamente em uma teoria, mas sim em um grande conjunto de hipóteses que sintetizam conhecimentos das mais diversas áreas: biologia, antropologia, neurociências e outras. Destaca-se, no entanto, a importância que a PE reserva para a biologia, mais precisamente para a Teoria da Evolução. Segundo a PE, é fundamental para a compreensão de fenômenos psicológicos o entendimento de que o homem é um animal como muitos outros, que passou por séculos de seleção natural e que, embora seja fortemente influenciado por seu ambiente, também desenvolveu , ao longo da evolução, os mais diferentes tipos de capacidades inatas. A capacidade de usar a linguagem seria um exemplo disto. Apesar de cada pessoa aprender uma linguagem específica (dependendo de seu ambiente), existem mecanismos universais em nossa espécie que nos permitem aprender as linguagens e estes mecanismos são inatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto aconteceu também com uma série de outras capacidades e comportamentos. As ações de nossos ancestrais, através de várias gerações, consolidaram diferentes características psicológicas de acordo com diferentes ambientes evolutivos. Onde a seleção natural pressionou por caçadores eficientes, acabaram passando adiante seus genes aqueles que tinham boa coordenação motora e boa visão. Onde houve pressão por boa capacidade de comunicação, os genes que construíam os melhores órgãos para a fala foram passados adiante. Onde houve pressão por uma capacidade respiratória que suprisse as demandas metabólicas específicas, houve a disputa genética que culminou no sistema respiratório que possuímos atualmente. Com o passar do tempo diversas partes daquilo que nos constitui como organismos foram se especializando para as tarefas exigidas em nome da sobrevivência e da reprodução. Observar a pele, os pulmões, o coração e demais órgãos significa observar os produtos desta longa corrida pela vida. Contudo, não são apenas estes órgãos com os quais estamos familiarizados que se tornaram especialistas. A PE trabalha com o conceito de módulo mental e um módulo mental é como um órgão da mente, especializado em cumprir uma tarefa determinada. Temos vários módulos mentais, tanto para compreender uma linguagem quanto para identificar perigos (como o cheiro de comida estragada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ciúme deve ser compreendido, portanto, como a atividade (ou resultado da atividade) de um módulo (ou conjunto de módulos) cuja função seria nos prevenir de sermos enganados. Conforme os mentirosos foram obtendo sucesso durante a evolução também foram refinados os dispositivos de defesa para que não fôssemos enganados, ocorrendo uma corrida "psico-tecnológica" entre os mentirosos e os detectores de mentiras. O ciúme hoje é tão presente porque ele funcionou como um ótimo detector de mentiras para nossos ancestrais. Para os homens o ciúme é importante posto que os impede de perder o tempo investido na corte de suas parceiras, de consumir recursos com filhos que não são seus. Para as mulheres o ciúme é importante porque afasta a possibilidade de uma rival retirar a segurança emocional que o parceiro mantêm com elas e com seus filhos. O ciúme teria restringido a promiscuidade por parte das mulheres e o abandono por parte dos homens. Cabe salientar, entretanto, que compreender o ciúme como algo natural na nossa espécie não implica em ignorar o fato de que o ciúme pode ser patológico e que, nestas circunstâncias, é algo nocivo para os relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem ainda fatores culturais que afetam o ciúme. Isto é, dependendo da cultura, homens e mulheres podem ser menos ou mais ciumentos. Mas o que não há em nenhuma cultura é a completa ausência de ciúme. Mesmo que fosse uma cultura "moderninha", da qual deseja fazer parte o protagonista da música. Não que isto seja um problema, afinal, mesmo causando estragos o ciúme também é responsável pela manutenção de relações duradouras, por indicar o amor de um parceiro pelo outro e mostrar que um parceiro valoriza o outro. Continuaremos nos mordendo de ciúme e não há nenhum pessimismo nisto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para saber mais:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Artigo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contribuições da Psicologia Evolutiva e da análise do comportamento acerca do ciúme &lt;/span&gt;(COSTA, Nazaré; Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, n.1, 2005).&lt;br /&gt;Livro: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como a mente funciona&lt;/span&gt; (PINKER, Steven; Ed. Companhia das Letras, 2ª edição, 1998).&lt;br /&gt;Site (em inglês): &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Center of Evolutionary Pyschology &lt;/span&gt;(http://www.psych.ucsb.edu/research/cep/).&lt;br /&gt;Revista: &lt;i&gt;Ciência &amp;amp; Vida — Psique edição especial: um olhar sobre a Psicologia Evolucionista&lt;/i&gt; (Ano II, n.6, Ed. Escala).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Este texto foi apresentado como um trabalho para uma disciplina de divulgação da ciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-7885616063567943603?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/7885616063567943603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/12/mas-nos-mordemos-de-ciume-o-ciume-pelo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/7885616063567943603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/7885616063567943603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/12/mas-nos-mordemos-de-ciume-o-ciume-pelo.html' title='Mas nos mordemos de ciúme! — O ciúme pelo viés da Psicologia Evolucionista.'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-4394196224067898162</id><published>2009-11-30T23:16:00.019-02:00</published><updated>2011-03-10T12:23:07.547-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postagem temática'/><title type='text'>Top 5 Bolachas &amp; biscoitos - postagem temática</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sabia sobre o que escreveria nesta postagem temática. Resolvi ir pelo caminho seguro e falar de algo em que tenho alguma confiança, alguma autoridade: bolachas e biscoitos. Consumo estas coisas desde criança, é uma vasta experiência degustatitva. Vamos lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinto lugar: Trakinas sabor morango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje já não como mais esta bolacha, o que faz com que ela ocupe esta posição é mais saudosismo do que qualidade. Nada superava Trakinas sabor morango e um copo de Nescau quando eu tinha meus dez ou doze anos. Lembro até daquela época que haviam algumas bolachas totalmente amarelas ou verdes (era de se esperar conseguir um super-poder ou um câncer após ingerir tais delícias radioativas), mas minha preferida sempre foi a de morango. E nunca gostei da meio-a-meio, sempre me pareceu coisa de gente indecisa. Atualmente ela já não é mais minha favorita, não sei se foi porque ela mudou ou porque eu mudei (talvez ambos), porém o quinto lugar é definitivamente da Trakinas sabor morango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto lugar: Club Social sabor original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único biscoito salgado que aparecerá na lista. Algo curioso é que eu não acho Club Social realmente salgado. Sim, há aquele sal decorando ele inteiro, mas ele sempre me parece adocicado. Este mistério para meu paladar faz com que ele fique no quarto lugar, além de ser muito prático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro lugar: Dunguinha sabor chocolate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunguinha é uma bolacha "underground". Eu comprava ela em um mercadinho perto de onde moro. No início houve hesitação, trouxe ela porque era a única que podia comprar naquele momento. Dunguinha sabor chocolate, recheio arenoso (ou arenado, algo assim). Uma bolacha com um nome tão humilde, um pacote sem muita graça, não era uma grande promessa. Aconteceu que foi uma das melhores bolachas que já comi. O final da história é triste: nunca mais encontrei-a. Ficaria grato se alguém pudesse dar uma indicação de local onde eu possa encontrá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo lugar: Chocooky sabor baunilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é mais conhecida, existe nos sabores baunilha e chocolate. Alguns apreciadores dela podem considerar herético dizer que a de baunilha é melhor, mas relmente é minha opinião. A de chocolate fica muito concentrada, as gotas de chocolate acabam perdendo um pouco da importância enquanto na de baunilha elas são verdadeiros baús espalhados por uma ilha do tesouro. Pena que não é muito barato e são poucos por pacote, mas ainda assim é um excelente biscoito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro lugar: Tortinhas Duo sabor chocolate com geléia de morango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha eterna companheira como alguns colegas da FABICO devem saber. Ao mesmo tempo que haveria tanto não há muito para ser dito, é simplesmente minha favorita (esta postagem faz parte do &lt;a href="http://www.blogsintonizados.blogspot.com/"&gt;Blogs Sintonizados&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-4394196224067898162?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/4394196224067898162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/11/top-5-bolachas-biscoitos-postagem.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4394196224067898162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4394196224067898162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/11/top-5-bolachas-biscoitos-postagem.html' title='Top 5 Bolachas &amp; biscoitos - postagem temática'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-6755959792111649279</id><published>2009-11-27T18:21:00.007-02:00</published><updated>2011-03-10T02:47:34.941-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outros'/><title type='text'>Caixa de estrelas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algo que sempre me encantou é o fato de que, ao olharmos para o céu estrelado, estamos na verdade contemplando uma espécie de retrato. Pode ser que muitas das estrelas que observamos já não existam mais no momento em que nossos olhos são iluminados por suas luzes. Este é um fato científico, mas penso que seja um fato científico bastante belo e poético, daqueles que contrariam os que acham que a ciência elimina a magia da vida, que rouba a beleza do arco-íris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que este fato me inspirou a pensar foi que lembrar-se de algo e observar as estrelas podem ser coisas muito semelhantes (em sentido poético, não psicológico) de modo que nossa memória pode ser considerada uma "caixa de estrelas". Pode ser piegas toda esta conversa, mas de algum modo ela parece esclarecer a intimidade que mantemos com aqueles que guardamos em lembranças, principalmente quando tais pessoas (ou momentos, animais e tudo mais que for precioso) já não existem mais. A distância que nos separa de nossas lembranças seria como a distância que nos separa das estrelas. Intransponível para o corpo, indiferente para a ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img hidden="true" style="border: medium none ; position: absolute; z-index: 2147483647; opacity: 0.6; display: none;" src="data:image/png;base64,iVBORw0KGgoAAAANSUhEUgAAABgAAAAYCAYAAADgdz34AAADsElEQVR4nK2VTW9VVRSGn33OPgWpYLARbKWhQlCHTogoSkjEkQwclEQcNJEwlfgD/AM6NBo1xjhx5LyJ0cYEDHGkJqhtBGKUpm3SFii3vb2956wPB/t+9raEgSs52fuus89613rftdcNH8/c9q9++oe/Vzb5P+3McyNcfm2CcPj9af9w6gwjTwzvethx3Bx3x8xwd1wNM8dMcTNUHTfFLPnX6nVmZpeIYwf3cWD/PhbrvlPkblAzVFurKS6GmmGqqComaS+qmBoTI0Ncu3mXuGvWnrJ+ZSxweDgnkHf8ndVTdbiT3M7cQp2Z31dRTecHAfqydp4ejhwazh6Zezfnu98E1WIQwB3crEuJ2Y45PBTAQUVR9X4At66AppoEVO1Q8sgAOKJJjw6Am6OquDmvHskZ3R87gW+vlHz98zpmiqphkkRVbQtsfPTOC30lJKFbFTgp83bWh7Zx/uX1B6w3hI3NkkZTqEpBRDBRzG2AQHcwcYwEkOGkTERREbLQ/8HxJwuW7zdYrzfZ2iopy4qqEspKaDYravVm33k1R91Q69FA1VBRzFIVvXbx5AgXT44A8MWP81yfu0utIR2aVK3vfCnGrcUNxp8a7gKYKiLCvY2SUvo/aNtnM3e49ucK9S3p0aDdaT0UAVsKi2tVi6IWwNL9JvdqTdihaz79/l+u/rHMxmaJVMLkS2OoKKLWacdeE3IsSxctc2D5Qcl6vUlVVgNt+fkPPcFFmTw1xruvT7SCd7nuVhDQvECzJH90h0azRKoKFRkAmP5lKTWAGRdefoZL554FQNUxB92WvYeA5UN4PtSqwB2phKqsqMpBgAunRhFR3j49zuU3jnX8k6fHEQKXzh1jbmGDuYU6s4t1rt6socUeLLZHhYO2AHSHmzt19ihTZ48O8Hzl/AmunD/BjTvrvPfNX3hWsNpwJCvwYm+ngug4UilSCSq6k8YPtxDwfA+WRawIWFbgscDiULcCEaWqBFOlrLazurupOSHLqGnEKJAY8TwBEHumqUirAjNm52vEPPRV4p01XXMPAQhUBjcWm9QZwijwokgAeYHlHYA06KR1cT6ZvoV56pDUJQEjw0KeaMgj1hPEY4vz2A4eW0/e1qA7KtQdsxTYAG0H3iG4xyK1Y+xm7XmEPOJZDiENzLi2WZHngeOjj2Pe+sMg4GRYyLAsx7ME4FnsyTD9pr0PEc8zPGRAwKXBkYOPEd96cZRvf11g9MDe7e3R4Z4Q+vyEnn3P4t0XzK/W+ODN5/kPfRLewAJVEQ0AAAAASUVORK5CYII%3D" id="myFxSearchImg" height="24" width="24" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-6755959792111649279?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/6755959792111649279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/11/caixa-de-estrelas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/6755959792111649279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/6755959792111649279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/11/caixa-de-estrelas.html' title='Caixa de estrelas'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-4341517971706357784</id><published>2009-11-26T13:21:00.011-02:00</published><updated>2011-03-10T12:29:07.418-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outros'/><title type='text'>Fim do recesso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ultimamente eu estava cansado deste blog. Não exatamente cansado, era mais um "cansaço antecipado" (ou, popularmente, preguiça) que me impedia de visitar tanto os blogs dos outros quanto meu próprio blog. Talvez tenha sido um "período de férias" que começou sem que eu percebesse e que agora está acabando sem deixar muito clara sua razão de ter existido. O que importa é que acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, haverá uma sutil mudança. Até hoje uma boa parte das postagens aqui publicadas consumiram alguns dias para serem produzidas. Não só pela complexidade de alguns assuntos, mas também porque posso ser minucioso demais. Pensava ser este o método ideal: qualidade acima de quantidade. "Não interessa se eu atualizar uma vez por mês ou menos, o que interessa é que sejam posts dos quais eu não me arrependa." talvez eu repetisse para mim mesmo. Pois bem, é neste campo que haverá a sutil mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me convenci de que o ideal é buscar um equilíbrio entre quantidade e conteúdo. Não nego, esta mudança de método pode significar uma queda na qualidade do conteúdo, embora isto não seja algo que me preocupe ou que vá me fazer mudar de ideia. Mesmo porque poderia ser percebido um pedantismo que eu repudio no caso de atualizar o blog apenas para exibir "profundas reflexões filosóficas". Sei pouco de Filosofia e sei ainda bem menos de muitas outras coisas (não é falsa modéstia), trabalhar em uma postagem até que ela me pareça "teoricamente sólida" já não será mais o que antecipa qualquer publicação. Antes o "espírito" dos textos era de artigo, agora será de ensaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último motivo que causou esta mudança foi o fato de que é terrível ver esta sequência ininterrupta de postagens temáticas. Me dá a impressão de que meu blog é algum tipo de filial do Blogs Sintonizados. Nada contra o Blogs Sintonizados (continuarei participando dele), mas é algo que não me agrada. É isso, menos filosofia e ciência, mais cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-4341517971706357784?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/4341517971706357784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/11/fim-do-recesso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4341517971706357784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/4341517971706357784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/11/fim-do-recesso.html' title='Fim do recesso'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-6972694395635973994</id><published>2009-11-04T12:21:00.012-02:00</published><updated>2011-03-10T12:31:50.613-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postagem temática'/><title type='text'>Ciclo - postagem temática</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Céu&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nuvem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Montanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gota de chuva, sonho ou paixão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficou parecendo poema do "Poemas no Ônibus", mas tudo bem. Gosto de tentar escrever poesias e fazia um bom tempo que eu não tentava (esta postagem faz parte do &lt;a href="http://www.blogsintonizados.blogspot.com/"&gt;Blogs Sintonizados&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-6972694395635973994?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/6972694395635973994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/11/ciclo-postagem-tematica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/6972694395635973994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/6972694395635973994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/11/ciclo-postagem-tematica.html' title='Ciclo - postagem temática'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-2264132994958112945</id><published>2009-10-12T00:43:00.037-03:00</published><updated>2011-03-10T02:51:50.696-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postagem temática'/><title type='text'>Nietzsche - postagem temática</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Um passeio casual no hospício mostra que a fé não prova nada."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;— Friedrich Nietzsche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje (15 de outubro de 2009) são completados 165 anos do nascimento deste renomado filósofo. Mantenho com ele uma relação bivalente. Por um lado conservo certa gratidão na medida em que foi a obra dele que, há alguns anos, renovou meu interesse pela filosofia. Tal fato me fez crer (e ainda mantenho esta crença) que Nietzsche é um bom autor para iniciar alguém no mundo da filosofia. Não é o melhor, mas é bom. Não é o melhor porque é obscuro e inconstante. É bom porque não está preso em seu tempo e é extremado em sua crítica. Nietzsche é apropriado para fazer com que questionemos (ou mesmo para inspirar um desapego otimista de) ideias e conceitos que costumam ser caros para quem ainda não mergulhou em investigações filosóficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro lado de minha relação com ele acabo me sentindo como um sujeito lúcido observando os devaneios de um louco. Um louco cuja arrogância parece ingenuidade de tempos em tempos. Digo isto porque, embora haja uma aura invejável na maneira como Nietzsche filosofa — invejável enquanto parece heróica e reveladora — tal maneira é irresponsável e despreza aquilo em que se baseia a boa filosofia: argumentos. Nietzsche não argumenta, ele discursa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche me ensinou com seu discurso que, no fim do dia, é melhor teu sistema filosófico não implicar em uma moral de escravo. Teu sistema deve viabilizar uma moral imanente e honesta com sua própria natureza, isto é, com a natureza daqueles que constroem os valores da moral. Entretanto, isto Nietzsche me ensinou antes por força de como eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sinto &lt;/span&gt;que deve ser nossa relação com o mundo do que em virtude de como eu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;creio&lt;/span&gt; (e esta crença se daria sob o austero crivo da razão) que deve ser nossa relação com o mundo. Não vejo isto como um prejuízo, mas antes como algo com que a razão pode estar de acordo, ainda que não com a clareza que deve se esperar na circunstância de apresentar tais ideias sob caráter filosófico legítimo. Talvez seja o caso de dizer que o efeito de Nietzsche em meu pensamento esteja mais próximo do efeito causado por um poeta que do efeito causado por um filósofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é possível que o "não-argumentar" seja consistente com toda a proposta de Nietzsche — por que ele não diria que o desejo por argumentos é uma fraqueza? — porém, entrarei apenas parcialmente no mérito desta questão. Parcialmente porque não responderei a indagação proposta, assumirei que a resposta é "Ele assumiria que é uma fraqueza" e retirarei dela considerações sobre a fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O hospício&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nietzsche foi um anti-realista sobre muitas coisas: sobre a verdade, sobre a realidade objetiva, sobre a moral absoluta. Me interessa, por ora, o anti-realismo dele sobre a verdade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;What then is truth? A movable host of metaphors, metonymies, and anthropomorphisms: in short, a sum of human relations which have been poetically and rhetorically intensified, transferred, and embellished, and which, after long usage, seem to a people to be fixed, canonical, and binding. Truths are illusions which we have forgotten are illusions — they are metaphors that have become worn out and have been drained of sensuous force, coins which have lost their embossing and are now considered as metal and no longer as coins." &lt;/span&gt;(On Truth and Lies in a Nonmoral Sense)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade não se estabelece, portanto, no espaço de uma relação objetiva entre o mundo e uma proposição, mas consiste, com efeito, na adequação metafórica de uma expressão. E o juíz desta adequação metafórica é o longo emprego, que engana quando insinua ter fixado um sentido canônico entre uma expressão e o mundo. Nietzsche rejeita que qualquer coisa de objetiva torna uma expressão verdadeira (da mesma forma que não há nada que torne uma metáfora  inadequada senão contextos e hábitos), ele afirma que aquilo que tentamos conhecer (o que é verdadeiro) não será conhecido se partimos da ideia de que há uma justificação que possa ser objetivamente estabelecida, pois não há tal justificação, não há critério autêntico que nos diga: "Este caminho leva todos ao que é verdadeiro". Não &lt;span style="font-style: italic;"&gt;há&lt;/span&gt; este caminho. Cada individuo construiria seu próprio caminho, elaboraria suas próprias metáforas e tentaria afirmá-las no ímpeto de estabelecer uma verdade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O critério da verdade está no incremento do sentimento de poder.&lt;/span&gt;"(A vontade de poder)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade surgiria em decorrência do sentimento de poder, a disputa por ela seria como uma disputa poética na qual a metáfora vencedora (e, por conseguinte, verdadeira) seria a daquele que conseguiu impor seus valores e conceitos. O que eu pergunto agora é: por que interessa a Nietzsche que a fé &lt;span style="font-style: italic;"&gt;prove&lt;/span&gt; qualquer coisa? Que sentido faz falar em "prova"? Sendo o que Nietzsche diz verdadeiro, o que separa o hospício do resto do mundo no que toca ao poder da fé em alcançar a verdade? Se o que Nietzsche diz é o caso, então o hospício é apenas um lugar onde ficam os criadores de metáforas marginais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há algo que Nietzsche possa condenar na fé é o fato dela ser um tipo de fenômeno que  supostamente relaciona seres humanos com divindades, e isto poderia implicar (ou contribuir para a crença) nos valores por ele rejeitados. Porém, é isto que é condenável se Nietzsche for coerente, não o fato de que a fé "não pode provar nada". A única coisa que pode provar algo é a vontade de poder, e a vontade de poder é particular para cada indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que Nietzsche esteja errado sobre estas coisas, e que nem a fé e tampouco a vontade possam provar qualquer coisa. Inclusive penso que isto assinale algo interessante. É precisamente porque tais coisas não podem assegurar a veracidade de uma proposição que todo o nosso pensamento acerca da verdade foi refinado, que a epistemologia se tornou rica e importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente Nietzsche condenou a fé quando esta se volta para um Deus póstumo e celebrou-a quando ela, transfigurada, está voltada para o próprio indivíduo, para o mutável e incerto (esta postagem faz parte do &lt;a href="http://www.blogsintonizados.blogspot.com/"&gt;Blogs Sintonizados&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-2264132994958112945?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/2264132994958112945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/10/nietzsche-postagem-tematica.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2264132994958112945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2264132994958112945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/10/nietzsche-postagem-tematica.html' title='Nietzsche - postagem temática'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-2553362209953076800</id><published>2009-09-10T16:05:00.008-03:00</published><updated>2011-03-01T03:01:13.526-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postagem temática'/><title type='text'>Roubando almas - postagem temática</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diz-se que muitas pessoas, no início da fotografia, temiam ser fotografadas. Acreditavam que suas almas seriam aprisionadas naquela imagem impressa no papel. Não estou certo sobre quem realmente eram estas pessoas, já ouvi falar que eram os indígenas, que eram os orientais, que era a população em geral. Desconheço referência bibliográfica para a questão, entretanto, me basta a mera plausibilidade de que isso tenha realmente acontecido com algumas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este temor sobre a posse de nossas almas cessou, o que foi que mudou? Descobrimos que nossas almas não podem ser capturadas por máquinas fotográficas? Não nos importamos mais com nossas almas e não nos abala o fato delas serem roubadas em nossas mais tenras idades por pais e mães empolgados? Preservar a própria alma exigiria distância da tecnologia nos dias de hoje. Nunca houve, penso eu, alguma alma para ser engolida por lentes, obturadores e diafragmas. Há, no entanto, no interior destes avanços tecnológicos, uma alma que encontrou um calabouço. Não uma alma, mas mais precisamente o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conceito &lt;/span&gt;de alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca houve uma alma que pudessem nos roubar, portanto, mas há um conceito de alma que, caso você ainda possua, deveria entregar para a câmera fotográfica mais próxima. Não precisa sequer ser uma câmera fotográfica, pode ser o próprio computador diante de você. O fantasma na máquina¹, esta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;res cogitans &lt;/span&gt;cartesiana que identifica o que estou chamando de alma foi exorcizada por crucifixos de silício. O seu computador está fazendo neste exato momento o que se pensou durante séculos que apenas uma alma poderia fazer: ele está &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pensando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negá-lo faculdades mentais, embora não seja incontroverso, sempre soa chauvinista. Sempre soa como uma tentativa desesperada de guardar um pouco de alma para si. Não acho que vale a pena guardar um pouco de alma, da mesma forma que não vale a pena guardar um pouco de Papai Noel. Não entendam mal: guardemos as boas lembranças natalinas. O que não precisamos guardar é este conceito de Papai Noel, esta ingenuidade que espera idosos descerem por chaminés. Dispensemos também a ingenuidade que alega que nossos computadores não pensam, que nossos corpos são obsoletos, que uma "vida" após a morte é uma ideia cheia de sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia roubou nossas almas e nos deu em troca a imagem de um mundo real, de um mundo feito de matéria e de forças gravitacionais, de terra e de sangue, de cérebros e de processadores, de uma beleza única como a duração que temos sobre ele. Há, certamente, beleza na inocência, mas a beleza da inocência é essencialmente fugaz e está fadada ao abraço do saudosismo. A beleza deste mundo real está fadada ao abraço da eternidade para quem puder contemplá-lo como parte dele, como parte desta busca constante que substitui a ingenuidade pela cumplicidade, que substitui o medo e a intuição pela certeza ousada, não pela certeza que espera uma base absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez os antigos pensassem que ao rasgar as fotos estariam libertando suas almas. Para libertarmos as nossas deveríamos rasgar não apenas nossas fotos, mas também alguns de nossos melhores livros científicos e filosóficos. Eu não subscrevo tal atitude. O mundo que a fotografia nos revelou é melhor do que qualquer mundo feito daquilo de que são feitos os sonhos, e tudo que ela cobrou para fazê-lo foi só mostrar mais um sonho sendo desfeito, deixando em seu lugar um mistério que faz valer a pena estar acordado.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;¹"Fantasma na máquina" é uma expressão do filósofo Gilbert Ryle, que se refere ao dualismo cartesiano, à separação entre corpo e alma ou mente e matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta postagem faz parte do &lt;a href="http://www.blogsintonizados.blogspot.com/"&gt;Blogs Sintonizados&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-2553362209953076800?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/2553362209953076800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/09/roubando-almas-postagem-tematica.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2553362209953076800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2553362209953076800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/09/roubando-almas-postagem-tematica.html' title='Roubando almas - postagem temática'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-2416739283331063832</id><published>2009-08-21T02:32:00.002-03:00</published><updated>2011-03-01T02:54:18.476-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><title type='text'>Nota sobre Deus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns dizem que a Ciência¹ e Deus podem conviver pacificamente. Dentro destes "alguns" posso situar os entusiastas dos M.N.I de Gould, os relativistas pós-modernos, os defensores do Design Inteligente (ou de outras perspectivas supostamente teístas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e &lt;/span&gt;naturalistas), os que nunca pensaram muito no assunto mas querem a paz entre os povos e as idéias, entre outros. Este último grupo é bastante sortido, havendo desde sujeitos influenciados pelos pós-modernos e por ideais setentistas de "pluralidade" até pessoas que receberam uma educação católica e gostam de pensar que certas crenças pessoais podem ser mantidas ilesas em um mundo de genes e átomos. Há também, ainda neste grupo, os que vêem política na questão e que consideram reacionário defender que a religião (ou a ciência) deve prevalecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu discordo de todo este pessoal (que deve resultar em mais da metade da população brasileira se somado ao grupo dos indiferentes). Não sou um conservador (seja de direita ou de esquerda), não sou um "anti-pluralidade" e tampouco sou um positivista perdido no tempo. Sou um ateu, um naturalista e um cético². Não há tom de orgulho nestas palavras, pois não vejo sentido em me orgulhar de fazer (ou pensar) o que considero racional. Seria o mesmo que me orgulhar por não abrir torneiras com a boca ou por não deixar de saír de casa ao considerar o risco de um meteorito atingir o local onde estou. Creio, portanto, que meu ateísmo não decorre de nenhuma virtude (ou mesmo trauma), mas sim de minha convicção na descrição científica da realidade e de alguns pressupostos filosóficos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixo esta nota apenas como um breve comentário (um tipo de introdução) para futuras postagens sobre o tema. É algo sobre o que, eventualmente, eu gostarei de discutir, então da próxima vez já não me preocuparei muito com rodeios e esclarecimentos.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;¹Ciência com "c" maiúsculo para que "Deus" não seja uma palavra tão intimidadora quando está por perto.&lt;br /&gt;²Não como o cético que ilustrei na postagem temática. Estou mais próximo de, para roubar o palavreado de Hume, um cético mitigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-2416739283331063832?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/2416739283331063832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/08/nota-sobre-deus.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2416739283331063832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2416739283331063832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/08/nota-sobre-deus.html' title='Nota sobre Deus'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-8242036797132390645</id><published>2009-08-11T12:32:00.005-03:00</published><updated>2011-03-01T02:54:52.958-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Infidelidade e Biologia¹</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Há esta justificação muito recorrente para a infidelidade conjugal masculina: "é da natureza do homem". Ela pode variar na forma: "trair é o instinto do homem" ou "o homem nasceu para ser assim". A variação de forma não reflete variação de conteúdo e são, todas elas, maneiras diferentes de dizer o mesmo. O amparo teórico para tal generalização acerca do comportamento masculino é proveniente do que pode ser chamado "biologia popular".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biologia popular nada mais é que um entendimento (ou desentendimento) de biologia da perspectiva do senso comum. Nada de errado em ser um teórico da biologia popular, a não ser, é claro, que você seja realmente um biólogo. Todos nós somos ou fomos teóricos desta disciplina firmada na intuição e na rotina, afinal, todos nós em algum momento já afirmamos (ou concordamos com) alguma das generalizações mencionadas no primeiro parágrafo. Sejam homens tentando justificar um comportamento ou mulheres tentando justificar a desconfiança sobre os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É papel da divulgação científica mostrar a distância que separa a biologia verdadeira da biologia popular, e no assunto da fidelidade masculina, a distância é digna de ser percorrida para que se eliminem &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;falsas&lt;/span&gt; concepções sobre o que realmente acontece. Da mesma forma que algumas crenças da física popular sobre o comportamento dos corpos não se sustentam na física verdadeira, tampouco as crenças da biologia popular sobre a fidelidade masculina se sustentam na biologia verdadeira. O homem &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;não&lt;/span&gt; está fadado a pular a cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de que a traição é algo inerente ao homem, que a infidelidade é algo para o que ele foi "programado", encontra respaldo em observações feitas sobre a frequência dos adultérios praticados por homens bem como na identificação da ausência de escrúpulos conjugais em outros animais. Os cães não parecem se preocupar muito se estão traindo alguém, eles traem com uma naturalidade constrangedora. Se os homens evetualmente exibem comportamento semelhante (tanto que se tornou comum chamar um homem de "cachorro"), e se nós sabemos que os cães não hesitam em trair porque não possuem o "instinto" da fidelidade, por que esperar que os homens sejam diferentes? De vez em quando aparece algum biólogo falando sobre certa espécie de pássaro em que os machos são completamente monogâmicos e fiéis, mas não importa, os homens estão mais para cães que para pássaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errado. Os homens estão tanto para cães &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;quanto&lt;/span&gt; para pássaros. O erro se encontra em pensar que trair é sempre benéfico para o indivíduo quando o caso é que, além de não ser &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;sempre&lt;/span&gt; benéfico para o indivíduo, não é para o indivíduo &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;qua &lt;/span&gt;sujeito infiel que o adultério deve ser benéfico, mas para os genes que construíram o indivíduo².&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há, da pespectiva do gene, irrestrita vantagem na infidelidade. Em um ambiente inóspito, onde o alimento não é obtido facilmente e a presença do pai constitui fator &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;determinante &lt;/span&gt;para o êxito na sobrevivência e no desenvolvimento da prole, a fidelidade é que seria "instintiva". Características biológicas do homem, como estar sempre fértil e não precisar carregar o bebê por nove meses, certamente fazem com que seja interessante copular com o maior número de fêmeas no menor período possível. Entretanto, embora a causa próxima para a adoção desta atitude possa ser o mero prazer ou desejo incontrolável, a causa distante é a propagação genética. Estamos &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;capacitados&lt;/span&gt; a trair porque em algum momento da nossa história evolutiva tal capacidade se mostrou adaptativa, trair as parceiras funcionou para que alguns antepassados nossos se reproduzissem com maior sucesso do que outros. Em algumas situações, no entanto, o que deu certo foi ser fiel. A seleção natural acabou selecionando não o mulherengo convicto, nem o fiel irredutível, mas sim o conjunto de genes apto a construir os indivíduos capazes de saber qual o comportamento ideal para ser adotado em dadas circunstâncias, capazes de calcular os riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há, portanto, no que pode se chamar de "natureza" do homem, qualquer coisa que determine que os seres humanos do sexo masculino sejam essencialmente infiéis. Vale o mesmo, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;mutatis mutandis&lt;/span&gt;, para a fidelidade. Não estou, com o que eu disse, tentando atenuar a responsabilidade dos homens por seus atos, mas apenas destacar que quando discutimos as causas para a traição cometida por fulano, embora seja muito interessante a resposta da biologia, ela de modo algum será uma generalização absoluta como aquela proposta pela biologia popular. Encontramos na biologia as melhores respostas para perguntas como "Por que os homens traem?", porém não há resposta para perguntas como "Por que eu sempre traio minhas parceiras?" ou "Por que os homens sempre me traem?". Há mais coisas entre os genes e uma traição do que sonha nossa vã intuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Curiosidade:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me aproximei da questão da fidelidade&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; feminina,&lt;/span&gt; mas fica aqui uma curiosidade: o quão fiel costumam ser as fêmeas de uma espécie é inversamente proporcional ao tamanho dos testículos dos machos da espécie. Comparando com os símios, pode ser dito que as fêmeas humanas estão na "média" de fidelidade: nem tão infiéis quanto as chimpanzés fêmeas e nem tão fiéis quanto as gorilas fêmeas.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;¹Este texto é um comentário ao excelente texto de Demétrio Pereira chamado 'Da fidelidade', que pode ser encontrado em seu blog.&lt;br /&gt;²Estou ciente das controvérsias que cercam o neo-darwinismo, contudo, penso que estas controvérsias sejam inócuas para o que defendo no texto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-8242036797132390645?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/8242036797132390645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/08/infidelidade-e-biologia.html#comment-form' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/8242036797132390645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/8242036797132390645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/08/infidelidade-e-biologia.html' title='Infidelidade e Biologia¹'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-57381798166505386</id><published>2009-08-04T13:29:00.003-03:00</published><updated>2011-03-01T02:55:11.982-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postagem temática'/><title type='text'>A máscara e o cético - metáfora comentada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato de ninguém ter adivinhado qual era a metáfora escondida confirmou que ela foi demasiado obscura. Os palpites, entretanto, foram muito bons e mais criativos do que a própria metáfora. Mas, chega de suspense: a metáfora consiste na máscara de demônio com o símbolo da eternidade em sua testa. Esta máscara é uma alusão ao demônio que Nietzsche apresenta em A Gaia Ciência e ao conceito de eterno retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na aparição do demônio em A Gaia Ciência, a criatura diz ao seu interlocutor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que ao aceitar as palavras do demônio como verdadeiras estamos eliminando o niilismo. É nisto que consiste a alegoria: o demônio sorridente da eternidade assassina o niilista. O niilista é o sujeito que defende que não há sentido para a existência, e que não há razão sequer em buscar um sentido para a existência. O ímpeto destrutivo do niilista é, no entanto, voltado para sentidos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;transcendentais. &lt;/span&gt;O que o demônio mostra é que estes sentidos transcendentais aos quais o niilista nos nega o acesso não são necessários para dar sentido às nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto porque na medida em que aceitamos com felicidade a possibilidade de viver repetidamente as mesmas alegrias e tristezas, viver repetidamente a mesma vida, concretizamos o amor ao nosso próprio destino. Não precisamos buscar qualquer sentido acima de tudo, basta o sentido encontrado no saber sereno de que viveríamos os mesmos momentos por infindáveis vezes. E assim tomba o niilista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-57381798166505386?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/57381798166505386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/08/mascara-e-o-cetico-metafora-comentada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/57381798166505386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/57381798166505386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/08/mascara-e-o-cetico-metafora-comentada.html' title='A máscara e o cético - metáfora comentada'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-8665858848250783500</id><published>2009-08-01T01:05:00.007-03:00</published><updated>2011-03-01T02:55:38.985-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postagem temática'/><title type='text'>A máscara e o cético - postagem temática</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cético pode ser concebido como o sujeito que suspeita da possibilidade de conhecermos aquilo que se esconde além dos nossos sentidos e crenças¹, da possibilidade de conhecermos algo do mundo exterior. O mundo do cético é como um baile de máscaras onde todos os participantes nunca terão suas identidades reveladas. Se esta restrição estivesse exposta no convite creio que muitos recusariam participar da festa. Ocorre que ela não estava e agora todos já estão no centro do salão com suas faces escondidas. E o cético não é um mero espectador deste baile, que observa tudo afastadamente. Ele é um dos anfitriões, e por mais que busque a reclusão sempre há alguém puxando conversa².&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insistência em dialogar é especialmente demonstrada pelo outro anfitrião, chamado de "racional" por amigos e "dogmático" por detratores. Há de se notar: os que desgostam do cético sibilam "irracional" quando falam dele pelos cantos do salão. Os anfitriões estão discutindo, as músicas começam, terminam e a discussão não acaba. A dança não pára, os rostos não se revelam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racional interroga "Nunca saberei se o que vejo é rosto ou máscara?" ao que o cético responde "Não sei". No que o racional abre a boca para prosseguir um estampido é ouvido no salão. A música cessa e os dançarinos abrem um círculo. No centro do círculo tomba um corpo baleado no peito. Começa o alvoroço: "Mataram o niilista!". Não demora para que o racional interrompa sua conversa com o cético e tente recuperar a ordem no recinto. As saídas são trancadas, as testemunhas são ouvidas e os suspeitos são reduzidos à quem veste uma máscara específica: a máscara de demônio sorridente. Dois convidados vestiam a tal máscara, porém apenas um tinha cheiro de pólvora em sua mão direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Removeram as máscaras do principal suspeito até alcançar a máscara mais peculiar, a que mais o diferenciava dos demais presentes. Era ainda a do demônio sorridente, mas com o oito deitado da eternidade em sua testa. Satisfeito, o racional tomou as devidas providências. A noite terminou com o cético resmungando sobre as imensas possibilidades de uma injustiça ter sido cometida, sobre não se saber o que realmente aconteceu, contudo, quando perguntaram se ele deixaria de promover bailes ele negou. No fim ninguém sabe quem realmente é o cético, o que eu penso que seja importante é que ele esteja presente em todas as festas.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;¹Me refiro ao tipo mais extremo de cético que possamos encontrar, algo como o cético pirrônico.&lt;br /&gt;²Decorre das próprias idéias do cético que não faça muito sentido (ou não seja desejável) se envolver com coisas mundanas, o problema é que é muito difícil viver em tal circunstância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta postagem faz parte do &lt;a href="http://www.blogsintonizados.blogspot.com/"&gt;Blogs Sintonizados&lt;/a&gt;. E há uma metáfora escondida na postagem, mas creio que ficou muito obscura. Se ninguém adivinhar eu comento futuramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-8665858848250783500?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/8665858848250783500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/07/mascara-e-o-cetico-postagem-tematica.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/8665858848250783500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/8665858848250783500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/07/mascara-e-o-cetico-postagem-tematica.html' title='A máscara e o cético - postagem temática'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7235265627429260374.post-2120412652895829214</id><published>2009-07-20T01:33:00.002-03:00</published><updated>2011-03-01T02:58:19.719-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='outros'/><title type='text'>Pontos iniciais e pontos finais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Demorei para pensar no que eu poderia escrever nesta postagem inaugural. Este é meu primeiro blog e a sensação de "primeira conversa com a pretendida namorada", apesar de não ser nova, se mostrou presente com notável vividez. Fiz este blog para discutir assuntos que me agradam, como questões filosóficas e científicas. E também não me repreendo por cogitar que futuramente trivialidades e desabafos possam ocupá-lo, ainda que estes últimos não sejam os temas que desejo tornar mais frequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas começar discutindo assuntos da Filosofia da Linguagem ou da Filosofia da Mente não me pareceu convidativo. Seria como obrigar o leitor a assistir um filme logo depois de seu início. Para o leitor (ou espectador no exemplo) a fração do filme que foi perdida poderia ser considerada insignificante, contudo, eu não conseguiria evitar de me angustiar pela sensação de estar pulando etapas. Com isto me obriguei a vasculhar nos pensamentos algum assunto que não fosse filosófico demais ou que não tivesse me ocupado muito recentemente. Algum assunto na categoria daqueles assuntos genéricos que usamos para puxar conversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi então que poderia falar de algo que está na tela neste exato momento, como poderia falar da possibilidade de chuva ao olhar para o céu. Este algo é o título do blog: Entre o silêncio e a finitude. O que quero dizer com isso? O que está entre o silêncio e a finitude?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar entre o silêncio e a finitude é a posição que cobiçamos para o que queremos dizer do fundo de nossas idéias, ou almas, ou seres, o que preferirem. Queremos dizer tanto quanto nos diz tudo aquilo que só conseguimos contemplar em silêncio, mas, um dizer que faça sentido eternamente. É um dilema inescapável da relação mediada entre nós e o mundo pela linguagem. Queremos falar sobre o indizível, e não queremos nos confinar na fugaz significatividade de tudo que é dito. Queremos a compreensão mútua absoluta, a certeza de que não estamos hermeticamente isolados. Tentamos escapar do silêncio que antecede o nascimento e aguarda após a morte, tentamos eternizar em palavras o que há entre o choro do recém-nascido e o último suspiro. Sempre em vão? Nem sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o "nem sempre" que motiva este blog. Este é o nascimento, é o ponto inicial. Abaixo do título está "interrogações, reticências e exclamações". O blog será povoado por interrogações, reticências e exclamações. Porém, e os pontos finais? Haverá algum ponto final cujo final se torne difuso por não encerrar o que deveria ser calado? Por não fazer desvanecer o que seria esquecido? Por ora só restam o silêncio e os ponteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7235265627429260374-2120412652895829214?l=gregorygaboardi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/feeds/2120412652895829214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/07/pontos-iniciais-e-pontos-finais.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2120412652895829214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7235265627429260374/posts/default/2120412652895829214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gregorygaboardi.blogspot.com/2009/07/pontos-iniciais-e-pontos-finais.html' title='Pontos iniciais e pontos finais'/><author><name>Grégory Gaboardi</name><uri>https://profiles.google.com/118307514675825999557</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-WL_ImsjCojI/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADk/tf32WvxB0Uc/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry></feed>
